A seleção brasileira feminina fez uma grande partida, com muita raça e luta, jogando de igual com uma das favoritas ao título da Copa do Mundo e dona da casa. E caiu de pé. Apesar de todo o esforço, a questão física pesou na parte final do duelo pelas oitavas de final e a França venceu na prorrogação por 2 a 1, no Stade Océane. A heroína francesa tem o mesmo nome do carrasco brasileiro na Copa do Mundo de 2006: Henry, que garantiu a vitória após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar (Gauvin e Thaisa marcaram).
Mesmo contra uma equipe superior tecnicamente e jogando em casa, a postura da Seleção foi elogiável e ajudou a equilibrar a partida. Com grande entrega e muita marcação, o Brasil anulou as principais peças ofensivas da França. O problema é que abusou dos chutões, além de cometer erros bobos, o que acabou proporcionando momentos complicados em cruzamentos franceses.
Inclusive, a França chegou até a abrir o placar, aos 23, com Gauvin aproveitando saída errada de Bárbara e erro de marcação de Tamires e Kathellen. Mas a arbitragem — com auxílio do VAR — salvou o Brasil ao marcar falta inexistente na goleira.
Alívio brasileiro. Apesar de Marta estar em todos os cantos do campo, Cristiane ficou muito isolada e só teve uma chance, aos 43, parando em defesa de Bouhaddi, que proporcionou outras duas possibilidades de gol ao sair errado para cortar lançamentos, mas as brasileiras não aproveitaram.
O problema do Brasil foi a fragilidade defensiva, que, apesar da boa atuação, uma hora poderia ser fatal. E novamente com três falhas individuais — das mesmas jogadoras que erraram no gol anulado — a França abriu o placar aos 6 minutos: Diani passou com facilidade por Tamires e cruzou, Bárbara não cortou e Gauvin aproveitou bobeira de Kathellen na marcação para marcar na pequena área.
Minutos depois, Cristiane teve a melhor chance do Brasil no jogo, em cabeçada que Bouhaddi espalmou e a bola ainda bateu no travessão. A França passou a chegar com mais perigo mas foi a Seleção que empatou aos 18, com Thaisa pegando rebote após bela jogada coletiva com participação de Formiga e Debinha. A bandeira chegou a marcar impedimento, mas o VAR validou o gol.
Com o passar do tempo, o técnico Vadão deixou de lado a segurança e ousou, colocando mais uma atacante (Bia Zaneratto), além de Andressinha no lugar de Formiga. A questão física começou a pesar e o Brasil deu espaços, além de não conseguir mais marcar tão em cima das francesas. Mesmo assim, tomou poucos sustos e Tamires chegou a ter um gol anulado, aos 40, por estar impedida.
Na prorrogação, Cristiane saiu chorando com lesão na coxa esquerda logo no início. Dos pilares do time, sobrou apenas Marta, já cansada. A França aproveitou para dominar o meio de campo e pressionar, mas foi Debinha quem teve a chance de fazer o gol em contra-ataque e parou na zagueira Mbock Bathy, que tirou em cima da linha nos acréscimos.
No segundo tempo, logo no primeiro minuto, Henry apareceu sozinha no cruzamento para a área e tocou para fazer o gol quase na pequena área. O lance foi parecido com o que aconteceu com os homens em 2006. Naquele ano, o atacante Henry também apareceu sozinho, mas de um cruzamento pela direita. O Brasil já não tinha mais forças para buscar o empate novamente e deu adeus à Copa do Mundo. Já a França vai enfrentar Espanha ou Estados Unidos nas quartas de final.
O Dia

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