Bandeiras parahybaVocê já parou para pensar como uma sociedade se identifica? Como ela é representada? Quais são os valores que levam um agrupamento de pessoas, serem reconhecidas?

E, se estivermos falando de bandeiras? Times esportivos tem bandeiras, partidos políticos, nações… O que tem em comum é a representação que identifica o ideal ou convicção de um povo, sua luta e seus símbolos de conquista, sua História ou Tradição. O respeito a Bandeira é tão forte culturalmente, que em situação de luto oficial, ainda hasteamos a meio mastro, a bandeira que representa a pátria. Ou seja, a bandeira também tem o poder de expressar a emoção sentida por seu grupo ali identificado.

Seguindo esta concepção, nada que esteja nela representada, ficará sem um respaldo social simbólico, desses elementos que venham a compor a estética das bandeiras, (a cor, o formato, a proporção, os números e/ou siglas…), neste aspecto, os elementos conversam entre si e fortalecem uma narrativa, constroem um significado uno, a representação como uma espécie de distintivo.

Agora vamos pensar na bandeira da Paraíba, a bandeira que hoje muito mais forte do que ontem, não representa boa parte do nosso povo, pois teve sua mudança por interesses políticos, manejos articulados para criar um Herói, justificado por partidários da época, como o marco da revolução de 1930 na Paraíba, quando na verdade, politicamente era o Golpe Militar que estava sendo observado no contexto nacional da época. No quesito mudanças, várias aconteceram: nome da capital que era antes Parahyba, passou a se chamar João Pessoa, a bandeira passou a representar o luto pela morte de João Pessoa, o vermelho que representa a aliança liberal e em branco a palavra NEGO, como referência do discurso, onde João Pessoa, negou apoio ao Washington Luís, sobre a sucessão do Mandado de Presidente do País.

Com estas modificações, passamos a assumir a perda da identidade cultural do nosso povo, das representações simbólicas. A bandeira foi oficializada como efetiva substituta, imposta por Lei em 1965, sancionada no governo de Pedro Moreno Gondim.

Hoje, no cenário nacional, observamos os nossos atavismos com relação a uma política que trabalhe de forma justa e ética, cumprindo com o seu papel e presando para o desempenho das atividades, onde a mesma não seja utilizada por vantagens pessoais e ilegais.

Ter na Paraíba, a oportunidade de desvincular essa visão sobreposta ao povo e seu fazer, sua identidade e significação, percebo ser um caminho para começarmos a atuar mais conscientes na construção da cultura como identidade forte, que não permita que a Política seja um reflexo nocivo ao entendimento de nós mesmos e da nossa essência, de nosso povo e de nossa História, seja qual for o TEMPO.

Em outra postagem, falaremos dos demais símbolos oficiais do Estado!

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