Os italianos são famosos pelas zagas bem estruturadas, quase intransponíveis. O catenaccio, como é chamado o futebol praticado pelos jogadores do país da bota, apareceu na partida decisiva contra o Uruguai. Mas não foi suficiente. Os uruguaios, conhecidos pela raça, venceram no sufoco. O zagueiro Diego Godín, que marcou o gol do título espanhol do Atlético de Madrid, decidiu o jogo com uma cabeçada aos 35 minutos do segundo tempo.

Uruguay's Diego Godin (3) celebrates with Christian Stuani and Martin Caceres after scoring a goal during the 2014 World Cup Group D soccer match between Uruguay and Italy at the Dunas arena

A Itália jogou um futebol muito diferente do apresentado na Copa das Confederações, quando tomou quatro gols do Brasil e três do Japão. O estilo havia sido citado no começo do Mundial como “o novo tiki-taka”. Nos momentos decisivos, com um a menos em campo, os italianos tentaram garantir o empate na defesa. Não deu. No 1×0 vivido na Arena das Dunas, em Natal, a Celeste eliminou a Azzurra e garantiu a segunda vaga. A Costa Rica cumpriu tabela e terminou na liderança.

Os times entraram cautelosos em campo e criaram poucas chances de gol. O Uruguai, que precisava de uma vitória para se classificar, arriscou-se um pouco mais. Na única oportunidade mais clara, o veterano goleiro Buffon, presente em todas as Copas do Mundo desde 1998, saiu no pé do atacante Luis Suárez e impediu o cruzamento. No rebote, ele se levantou rapidamente e bloqueou o chute do corintiano Lodeiro. Muslera ainda espalmou uma falta de Pirlo e a Copa continua sem gols de falta.

O segundo tempo mostrou uma Itália ainda mais atrás. Logo aos 5 minutos, Edinson Cavani sofreu pênalti não marcado pelo árbitro. Aos 14, Marchisio adiantou muito a bola na drible sobre Godín, chegou por cima no lance com Arévalo Ríos, acertou a sola na canela do uruguaio e foi expulso. A partida, que já estava marcada pelo nervosismo, ficou ainda mais tensa. E a Itália ficou ainda mais Itália, fechada na defesa, neutralizando o ataque uruguaio.

No jogo aéreo, os italianos não perderam uma. A zaga tirou todas. Por baixo, quando os defensores não pararam os atacantes uruguaios, Buffon fez a diferença. Aos 20 minutos, Suárez passou pela zaga italiana e, de três dedos, tentou jogar a bola no canto direito, mas o arqueiro esticou o braço e fez uma grande defesa.

A tensão levou a outro momento violento aos 33 minutos. Luis Suárez encarnou o pugilista Mike Tyson e mordeu o ombro do zagueiro Chiellini, que revidou com uma cotovelada. Ninguém recebeu cartão.

O ápice do jogo veio aos 35. Gaston Ramírez cobrou escanteio, o capitão uruguaio Godín se adiantou, subiu e, com as costas, sacramentou a vitória uruguaia. Com um a menos, a Itália não soube subir ao ataque e, pela segunda Copa do Mundo consecutiva, caiu na primeira fase. E o fantasma do Maracanazo continua vivo.

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