Futebol é do povo. A paixão não tem dono. O jogo era simples até aparecerem os executivos e cartolas. A bola não pediu autorização para rolar. Nossa paixão não tem patrocinador. Futebol de raça não passa pano para aprendiz de ditador americano. Fuck FIFA!
Ex-bolsonarista, Julian Lemos se declara: “não estou apaixonado, estou louco por Lula”.
Eu sendo Lula ficaria esperto diante dessas expressões de amor de antigos desafetos.
Puta velha não se engana: quando a promoção é boa demais, o golpe já vem no troco. Quem queria te ver queimado e as cinzas espalhadas no mar Morto, de repente aparece com “oi, sumido”, já acendeu todas as sirenes.
“O Neymar não é um ídolo do futebol, ele é o ídolo da masculinidade. Ele vive o sonho de todo homem medíocre”. – (Lady V)
Pablo Marçal cobrando R$ 500 para ver o jogo do Brasil com ele em Alphaville. Isso se chama testar os limites da imbecilidade humana.
O escritor Palmari Lucena participa de um livro que será lançado em 14 de agosto sobre o empresário José Carlos da Silva Júnior, falecido em 2021.
Em 24 de agosto na cidade de Itabaiana, o Dr. Joacir Avelino será homenageado durante as comemorações dos cinquenta anos de fundação da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz.
Os judeus não acreditam na divindade de Jesus, os cristãos não acreditam nos muçulmanos, os muçulmanos não acreditam que Jesus é Deus, os judeus não acreditam que Maomé é um profeta, os muçulmanos não acreditam que os judeus são o povo escolhido por Deus, e por que eu acreditaria em você?
A partir dessa indagação, vou refletir com meus seis ou sete ouvintes amanhã nos 10 MINUTOS NO CONFESSIONÁRIO, às 10 horas na www.radiodiariopb.com.br
Lembrei de minhas aventuras como jornalista matuto. Nos idos de 1980, tive mais uma ideia maluca: produzir um jornal humorístico, impresso em duas cores, para circular em Itabaiana e cidades vizinhas.
O nome do jornal: “O gafanhoto”. Seria a invasão do gafanhoto, aquela praga bíblica enviada por Deus para pôr à prova seu profeta Joel, ou foi Jó. Achando pouco, Deus mandou o pulgão e a lagarta comer o roçado do pobre Jó, como um grande exército destruidor.
Só que o meu gafanhoto estaria a fim de nova colheita, impedindo que sonhos sejam sepultados, iniciativas estancadas. Quem viver verá e chorará, ou não, anunciei.
“O Gafanhoto”, jornal mensal de caráter popular, irreverente e despojado, só teve uma única edição.
Nesta edição, mandei ver no editorial: “Tou com a imprensa nanica e não abro, mas o Gafanhoto não vai lutar por um mundo melhor, não vai fazer jornalismo livre, íntegro, revolucionário nem questionador. O Gafanhoto só quer comer sua graminha e dar sua risadinha.”
“Vou contratar um bom repórter que será demitido logo, porque, conforme dizia Millôr Fernandes, “a função do jornalista é trabalhar para ser demitido”.
Em 2018, eu tentei produzir o “Pandemônio”, radiofônico que não respeitaria as estruturas de um programa de rádio comum. Procurei algumas rádios comunitárias para ver se encaixava a ideia na grade de programação, sendo informado de que o formato ficaria muito caro. Nas rádios comerciais, riram de meu projeto.
Aliás, não riram, porque não cruzo os batentes desse tipo de rádio.
Eu seria o editor, apresentador, redator, diretor de arte, office-boy e o rapaz do cafezinho.
Tem gente mais maluca do que eu: o pintor Sandoval Fagundes projetou um programa de rádio onde ele iria ensinar a desenhar através do som.
Seria a aula mais estranha do mundo. O professor não entregaria lápis nem papel. Soltaria o som de um tambor, um apito e uma chaleira fervendo. As linhas retas têm som de trem distante, círculos fazem barulho de ventilador cansado e triângulos estalam como pipoca filosófica.
Sandoval calculava que, no terceiro programa, os alunos já desenhariam girafas ouvindo saxofone e fariam retratos de nuvens a partir do miado de gatos imaginários. Ninguém entenderia nada, mas os desenhos começariam a fazer sentido. Ou talvez o sentido tenha começado a desenhar os alunos.
No fim do curso, descobririam que o segredo nunca foi aprender a desenhar através do som. Era convencer os ouvidos de que eles também sabiam enxergar. E, estranhamente, funcionava, aos ouvidos do bruxo Hermeto Pascoal.
Quando você envelhece, começa finalmente a aprender a lidar com suas fraquezas, falhas e vulnerabilidades. E assim é a vida. Assim está a vida. Assim gira a vida. De modo que, a essas alturas, estou no embalo da paz e serenidade dos idosos.
Reza uma lenda muito antiga que, toda vez que você reza, alimenta uma lenda muito antiga. E muito cruel…
Em tempos ditatoriais, poetas populares que escreveram folhetos “de putaria” tinham muita cautela, porque poderiam sofrer repressão da polícia. Muitos não assinavam os folhetos, temendo a prisão.
Alguns estudiosos do cordel chegam a classificar esses folhetos na categoria de “folhetos de gracejo”, mas, é putaria, mesmo dentro da objetividade ingênua própria da literatura popular.
Lancei um folheto de putaria com o título “Baile de Madame Preciosa na praia de Tambaba”. O cordel foi proibido, tirado de circulação em um salão de artesanato.
“Dicionário Vavá da Luz de Safadeza e Ideias Afins” foi outro trabalho meu que entrou na lista dos folhetos proibidos.
Penso redigir o folheto “Madame Preciosa na suruba milionário de Vorcaro”.
Meu companheiro Luiz Trindade, de Mari, esperando que eu vá receber o título de Cidadão Mariense na Câmara Municipal, aprovado há mais de dez anos.
“Sei que você nunca foi de aceitar bajulação e nem título de cidadão. Mas venha rever os amigos. Lembra de dona Maria Magra? Dona Socorro do Procanor? Farei questão de convidar as lideranças que lutaram conosco para acompanhar esse momento histórico e que nos faz recordar nossas lutas sob sua liderança”. – (Luiz Trindade)
Comovente para mim esses depoimentos dos camaradas marienses que combateram o bom combate comigo.
Tijolinhos cordelescos para a poeta Graziela Barduco, craque no cordel, e pra cordelista Cristine Nobre, que vai assumir cadeira na Academia Cearense de Letras.
VERSO DO DIA
Adentrei com intensidade
Sob a luz de outra estrada
Pois pensei, tão desastrada
Que pra mim pesou a idade
Mas descubro a habilidade
De sentir-me desprendida
Quando o fim virou partida
Pra diversos recomeços
Sem temer tantos tropeços
Para assim gozar a vida.
Graziela Barduco
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