
Quatro anos depois de ficar fora da lista final da Copa do Mundo do Catar, Matheus Cunha transformou a frustração em protagonismo. Titular pela primeira vez em um Mundial, o atacante do Manchester United foi decisivo na vitória do Brasil sobre o Haiti por 3 a 0, na sexta-feira (19), na Filadélfia, ao marcar dois gols e ajudar a seleção brasileira a assumir a liderança do Grupo C.
As informações são da Agência Brasil. Após a partida, Matheus Cunha falou em entrevista coletiva sobre o significado pessoal de viver esse momento com a camisa da seleção. “Não estar na outra Copa, imaginar que poderia ser tão maravilhoso e estar aqui, fazendo o possível para que realmente seja. Não há nada mais gratificante do que estar realizando este sonho”, declarou o atacante.
A atuação contra o Haiti teve peso esportivo e simbólico. Vestindo a camisa 9, historicamente associada aos grandes artilheiros da seleção brasileira, Matheus Cunha mostrou mobilidade, presença ofensiva e capacidade de decisão. Embora não seja um centroavante fixo, o jogador foi escolhido por Carlo Ancelotti para iniciar a partida no lugar de Igor Thiago, atleta com maior presença de área.
União do elenco marca momento da seleção
Um dos momentos mais representativos da partida ocorreu logo após o primeiro gol brasileiro. Igor Thiago, concorrente direto pela posição, foi o primeiro a abraçar Matheus Cunha na comemoração. Para o atacante do Manchester United, a cena resume o ambiente construído dentro da seleção brasileira durante a Copa do Mundo.
“É um grupo de amigos mesmo. E é duro ser amigo em meio a uma competitividade tão grande. A gente se une, torce genuinamente um pelo outro. No outro jogo, torci muito pelo Igor. Essa união torna mais fácil absorver tudo da forma mais positiva. Sem dúvidas, é legal ser da forma que é. Quebra paradigmas e crescemos juntos”, afirmou Matheus Cunha.
A declaração reforça a percepção de que o Brasil tenta aliar competitividade interna e espírito coletivo em uma fase decisiva da competição. A disputa por posições no ataque segue aberta, mas, ao menos publicamente, os jogadores têm destacado a união como um dos pilares do trabalho comandado por Carlo Ancelotti.
Brasil lidera o Grupo C e pode avançar com empate
Com a vitória sobre o Haiti, o Brasil chegou a quatro pontos e assumiu a liderança do Grupo C. A seleção tem a mesma pontuação do Marrocos, mas aparece à frente pelo saldo de gols. O próximo compromisso será contra a Escócia, na quinta-feira (24), às 19h, no horário de Brasília, em Miami.
Um empate garante a equipe brasileira na segunda fase da Copa do Mundo. Apesar da vantagem na tabela, Matheus Cunha evitou qualquer clima de euforia e destacou o equilíbrio do grupo. Ele lembrou que o Haiti havia dificultado a vida da Escócia na estreia, em Boston, quando os escoceses venceram por 1 a 0, e que Marrocos também superou a Escócia por placar mínimo.
“Temos coisas para melhorar, mas ficamos satisfeitos pelo que fizemos. Temos calma e paciência. Saber sofrer no jogo é muito importante. O Haiti quase empatou com a Escócia [na estreia, vitória escocesa por 1 a 0, em Boston] e hoje [sexta] foi um jogo difícil da Escócia contra Marrocos [vitória marroquina por 1 a 0, também em Boston]. Não é muito matemático”, analisou o atacante.
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