sabadinho bomO Sabadinho Bom segue janeiro em ritmo de carnaval na Praça Rio Branco do Centro Histórico, com rodas de chorinho e a apresentação de escolas de samba e clubes de frevo. Neste dia 23, as atrações são o bandolinista pernambucano Roberto do Valle e a bateria da Unidos do Róger, que desfilará no Carnaval Tradição. O projeto, uma promoção da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), começa às 11h30.

Natural do Recife, do Valle fará uma reverência à contribuição musical de Jacob do Bandolim e Ernesto Nazareth em choros pouco conhecidos do grande público, além de cantar as próprias composições – uma em homenagem ao amigo Ítalo Ricardo, que tocará cavaquinho ao seu lado. Também tem o legado do saxofonista K-Ximbinho em “Sempre”, e “Três Estrelinhas” (Anacleto Medeiros), “Lembranças” e “Cristal” (Jacob do Bandolim), além de “Arranca Toco” (Jayme Florence) e “Ameno Resedá” (Ernesto Nazareth).

Profundo estudioso do gênero e dono de 36 anos de carreira, do Valle toca piano, violino, violoncelo, violão clássico e bandolim. Participou de numerosos festivais, concertos e oficinas pelo Brasil e chegou a acompanhar os ídolos Sivuca, Canhoto da Paraíba e o Maestro Spok. Gravou oito álbuns com participações e, agora, prepara-se para gravar o primeiro álbum solo, ao estilo de standards do jazz. Neste show, além de Ítalo, do Valle sobe ao palco ao lado de Israel 7 Cordas e André (pandeiro).

Unidos do Róger – Desfilando pela segunda vez no Carnaval Tradição 2016, a Unidos do Róger (“caçula” das escolas de samba) levará para a avenida no dia 7 de fevereiro o tema “Mulheres Xamãs”, inspirado no poder místico de cura atribuído às mulheres indígenas. O samba-enredo “Pássaros da noite, curandeiras nos ares da fé” é assinado por Marinaldo Lira e Ewerton Santos.

Esta apresentação no Sabadinho antecipa o clima preparativo para o público, que também será presenteado com sucessos de Beth Carvalho, Nêguinho da Beija-Flor e outros sambas-enredos cariocas.

“O nosso desfile homenageará as antigas parteiras e curandeiras das aldeias, que detinham o poder de cura e recuperação”, diz Fernanda Benvenutti, presidente da agremiação e reconhecida militante da cultura popular, com passagens pelas extintas escolas Noel Rosa (de Cruz das Armas), Última Hora (de Jaguaribe) e Catedráticos do Ritmo (Róger). Ela foi uma das fundadoras da Império do Samba (também do Róger), hoje sua concorrente.

Para a Beira Rio, a verde, rosa e branco trará cerca de 250 brincantes, divididos em cinco alas e dois carros alegóricos. Uma equipe de dez figurinistas, aderecistas e costureiros se reveza no barracão da escola para ultimar os preparativos. “Fazer carnaval é um processo sofrido, dolorido e angustiante, mas ao mesmo tempo serve para demonstrar a riqueza da nossa cultura popular”, defende.

Secom/JP

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