RandolfEm 2012, Freixo surpreendeu ao ficar em segundo lugar, com 914 mil votos, na disputa pela Prefeitura do Rio. Logo após a eleição municipal, ele foi considerado o candidato natural ao governo do estado em 2014 e até mesmo à Presidência da República. No entanto, Freixo afirmou que preferia concorrer a reeleição à Assembleia, ajudando a aumentar a bancada estadual do Psol. Com essa estratégia, ele esperar ganhar fôlego para pavimentar sua candidatura ao Palácio da Cidade do Rio, em 2016.

Apontado como um dos puxadores de votos da legenda à Câmara Federal, o deputado fluminense Chico Alencar afirmou ontem que, a essa altura da pré-campanha, considera muito difícil Freixo atender aos apelos de Rodrigues e entrar na corrida presidencial.“Conversei com o Freixo sobre essa possibilidade e ele me relatou que não dá para desarrumar o que já foi aprovado”, disse Alencar.

Ele argumentou que o movimento mais natural, nesse momento, é que Luciana Genro assuma a vaga de Rodrigues. “Vai ter uma mulher para incomodar a Dilma”, afirmou Chico. Em 2006, a então senadora e hoje vereadora Heloísa Helena concorreu à Presidência da República, chegando em terceiro lugar com 6,5 milhões de votos.

Em uma carta com 13 parágrafos dirigida à direção e aos militantes do Psol, Randolfe Rodrigues informou que desistia de concorrer por não ter sido capaz de unir o partido. Em reuniões anteriores da legenda, uma corrente defendia o nome de Luciana à presidência.

O senador do Amapá lamentou ainda que ó “ódio e a intolerância estão se tornando a matéria prima na caça ao voto em 2014”. Afirmou ainda que “a esquerda não teve capacidade de se renovar e estar a altura das tarefas que o Brasil exige”.

Na carta, Rodrigues observou que a esquerda e o próprio Psol fizeram uma leitura incorreta do “sentimento das massas e da indignação que explodiu nas jornadas de junho de 2013 e que levou a esquerda programática a acreditar que estávamos diante de uma ‘avenida de oportunidades’. É necessário neste momento ter humildade para fazer a autocrítica e evitar o espaço para a pauta conservadora”.

Carta aos Militantes do Psol e à Direção do Partido

O Brasil vive uma grave ofensiva conservadora. Cada vez mais forças sociais unificadas em torno de personalidades e discursos estão empenhadas em fazer retroceder direitos e colocar o Brasil na via expressa do neoliberalismo, agora com um viés abertamente de direita, sem o verniz social-democrata de antes.

As forças sociais progressistas, divididas em diferentes plataformas e organizações, sem uma liderança comum e agregadora e sem uma compreensão compartilhada do contexto e das tarefas necessárias para fazer o Brasil avançar, mostram-se frágeis frente ao avanço conservador. A sociedade se divide entre a justa indignação pela ampliação de conquistas e uma agenda de demandas difusas à procura de uma bandeira que as unifique.

A atual Presidente da República se demonstrou incapaz de estar à altura da tarefa de unificar o país em torno de uma proposta de avanços sociais combinados com desenvolvimento econômico, ousadia na conquista dos direitos civis, reforma urbana nas cidades, ganhar corações e mentes da nação brasileira e recuperar a credibilidade do país diante do mundo.

A candidatura de Aécio Neves se tornou herdeira da pauta conservadora, alijada do poder desde a saída de Fernando Henrique, o que o tornou incapaz de apresentar ao país nada mais do que as proposições oposicionistas requentadas do passado. É um novo ecoando as velhas propostas elitistas, incapazes de responder aos novos dilemas nacionais e de alçar a condição de amálgama nacional que o momento exige.

A candidatura de Eduardo Campos, que despontava como terceira via em uma disputa tensionada entre PT e PSDB, frustra o país, mostrando-se claudicante em palavras e atos contraditórios em declarações cada vez mais desencontradas, não dando à população a segurança necessária para ser identificada como uma efetiva quebra na bipolarização entre petistas e tucanos.

Num contexto de acirrado debate não em torno de ideias, mas em torno de vitupérios e acusações mútuas cumulativas, o país se prepara para uma campanha eleitoral sem líderes e sem ideias.

Percebendo o vazio, a nação vai se sentindo órfã, e essa orfandade vai aprofundando um sentimento de abandono que dá acolhida ao desespero e com ele, a propostas de corte fascista, como da pena de morte, panaceia direitista para a violência, que se alastra não apenas na falta de políticas públicas voltadas a minimizar o choque de interesses entre ricos e pobres, mas sobretudo na falta de autoridade, que não é dada pelas armas e pelos blindados do choque que violenta os jovens que protestam por direitos nas ruas, mas pela condução moral e intelectual que só uma liderança legítima pode oferecer a nação brasileira.

Lamentavelmente o ódio e a intolerância estão se tornando a matéria prima na caça ao voto em 2014. Por que isso acontece? Porque falta ao processo eleitoral lideranças capazes de falarem nome da nação, e falta à esquerda a capacidade de se renovar e estar a altura das tarefas que o Brasil exige.

A leitura incorreta do sentimento das massas e da indignação que explodiu nas jornadas de junho de 2013, levou a esquerda programática a acreditar que estávamos diante de uma “avenida de oportunidades”. É necessário neste momento ter humildade para fazer a autocrítica. Os modelos tradicionais da política estão em xeque, como também estão em xeque as direções, partidos e movimentos que não conseguiram se atualizar e abriram espaço para a pauta conservadora.

O Psol tem que estar a altura dos seus grandes desafios. Acredito que a principal figura de nosso partido neste momento, o Deputado Estadual Marcelo Freixo, deveria assumir a responsabilidade de liderar um processo de renovação da política brasileira em 2014.

Saio da pré-campanha presidencial para retomar em plenitude minhas tarefas como Senador e a importante função de representante do Amapá, empenhando-me em melhorar cada vez mais as condições de vida do meu povo e a qualidade da política em meu estado.

Quero agradecer o carinho de militantes que defenderam a nossa candidatura durante o 3º. Congresso Nacional do Psol no último 1º de dezembro em Luziânia em Goiás, e da mesma forma agradecer o esforço de companheiros por todo o país na construção não somente desta candidatura, mas também no sonho de uma sociedade livre, democrática e socialista.

Agradeço de igual forma a companheira Luciana Genro e acredito que se for à vontade do Partido a definição do nome dela como candidata, ela estará a altura do ponto de vista intelectual, político e moral. E para isso contará com o meu engajamento. Desejo à Luciana, minha companheira destes últimos meses, uma boa luta.

Tenho Fé e Esperança no Psol e no seu Destino! Acredito em um partido que esteja à altura do Brasil e do desafio geracional de construir uma esquerda para as novas gerações neste século XXI.

Senador Randolfe Rodrigues

‘Aezão’ chega à Baixada Fluminense dia 27

O próximo evento do movimento ‘Aezão’ já tem data marcada: dia 27 na Baixada Fluminense. Até lá, o criador do grupo e presidente do PMDB, Jorge Picciani, espera ter acertado o apoio do PSDB ao governador e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão.

Segundo Picciani, continuam as conversas para consolidar cada vez mais o movimento ‘Aezão’ — Aécio Neves, do PSDB, à presidência da República, e Pezão para governador — tanto com o PSDB quanto com o PPS. “Já há um sentimento majoritário no PSDB para apoiar Pezão”, afirmou Picciani, que na última terça-feira, durante a convenção nacional do PMDB, em Brasília, foi um dos defensores pelo fim da aliança nacional do partido com o PT.

Aqui no Rio, o PSDB negocia com o DEM do ex-prefeito e vereador Cesar Maia a formação de chapa ao Palácio Guanabara, repetindo uma coligação nacional entre os dois partidos. O presidente regional do PMDB disse que a agenda do movimento ‘Aezão’ está sendo montada e deverá ter eventos também em Madureira, Petrópolis e Volta Redonda. Além do PSDB e dissidentes do PMDB, integram o ‘Aezão’o PSD, o PP, o PSL e o Solidariedade, entre outros.

O Dia

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