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Para CEO da AtlasIntel, Quaest foi mais desfavorável a Flávio Bolsonaro do que levantamento censurado pelo TSE

Andrei Roman afirma que resultado do instituto reforça tendência já identificada por sua pesquisa e rejeita tese de viés metodológico

O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou que os resultados da mais recente pesquisa Quaest representam uma nova evidência contra as críticas dirigidas à metodologia utilizada por seu instituto em levantamento envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, os números divulgados pela Quaest mostram um cenário ainda mais desfavorável ao parlamentar do que o registrado anteriormente pela AtlasIntel.”A pesquisa Quaest veio pior para Flávio Bolsonaro do que a pesquisa Atlas. Mais uma comprovação de que a tese de contágio por viés de questionário ou teste posterior de vídeo não se sustenta. Melhor do que brigar com a realidade seria melhorar a campanha”, escreveu Roman em publicação nas redes sociais.

A declaração foi feita em meio à controvérsia envolvendo uma pesquisa da AtlasIntel cuja divulgação foi suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após questionamentos apresentados pelo Partido Liberal (PL). A legenda argumentou que a estrutura do questionário poderia ter influenciado as respostas dos entrevistados sobre Flávio Bolsonaro, tese que o executivo da AtlasIntel voltou a contestar ao comentar os dados da Quaest.

Segundo levantamento divulgado pela Quaest, instituto contratado pela Genial Investimentos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registra 38%. Em comparação com a rodada anterior, Lula avançou dois pontos percentuais, enquanto o senador recuou três pontos, ampliando a diferença entre os dois para seis pontos.

Para Roman, o resultado reforça a validade dos achados da AtlasIntel e enfraquece o argumento de que o desempenho de Flávio Bolsonaro em pesquisas anteriores teria sido afetado por supostos problemas metodológicos. A avaliação ocorre justamente enquanto o TSE analisa a suspensão da pesquisa do instituto.

Na terça-feira, o julgamento sobre o caso foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha. Com isso, permanece em vigor a decisão liminar do ministro Kássio Nunes Marques que retirou de circulação o levantamento da AtlasIntel envolvendo o senador fluminense.

A decisão atendeu parcialmente a um pedido do PL, que questionou a inclusão, no questionário, de referências ao áudio em que Flávio Bolsonaro comenta repasses para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação preliminar de Nunes Marques, a sequência das perguntas poderia influenciar respostas relacionadas à intenção de voto, rejeição e imagem do pré-candidato.

A AtlasIntel nega qualquer indução dos entrevistados e sustenta que o áudio não foi reproduzido antes da aplicação do questionário principal. A empresa também argumenta que pesquisas posteriores de outros institutos identificaram tendências semelhantes às observadas em seu levantamento.

Os números da Quaest parecem dar força a essa argumentação. Além da vantagem de Lula no segundo turno, a pesquisa mostra que o presidente também lidera o cenário de primeiro turno, com 39% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro. O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país, margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

pesquisa Quaest veio pior para Flávio Bolsonaro do que a pesquisa Atlas. Mais uma comprovação de que a tese de contágio por viés de questionário ou teste posterior de vídeo não se sustenta. Melhor do que brigar com a realidade seria melhorar a campanha. https://t.co/iTrgqOPrYr

— Andrei Roman (@andrei__roman) June 10, 2026

Com Brasil 247

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Redação DiárioPB

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