O presidente francês, Emmanuel Macron, disse na noite de quinta-feira (22) que os incêndios na Amazônia constituem uma “crise internacional” e marcou uma reunião com membros do G7 para “falar sobre essa emergência”, na cúpula de Biarritz (sudoeste da França) neste fim de semana.

“Nossa casa queima. Literalmente. A Amazônia, o pulmão do nosso planeta que produz 20% do nosso oxigênio, está em chamas. É uma crise internacional. Membros do G7: vejo vocês em dois dias para falar sobre essa emergência”, escreveu o chefe de Estado no Twitter.

Nesta mensagem, Macron faz referência a uma frase pronunciada em 2002 pelo ex-presidente Jacques Chirac: “A nossa casa queima e estamos olhando para outro lado”.

O tuíte de Macron foi postado poucos minutos depois de uma mensagem semelhante do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

“Estou profundamente preocupado com os incêndios na floresta amazônica. Em meio à crise climática global, não podemos permitir mais danos a uma fonte importante de oxigênio e biodiversidade”, disse Guterres no Twitter. “A Amazônia deve ser protegida”, enfatizou o secretário-geral da ONU.

O encontro do G7, que reúne de 24 a 26 de agosto os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, mais a União Europeia, terá como tema central “a luta contra as desigualdades”.

Uma anticúpula, com representantes da sociedade civil, começou na quarta-feira (21) em Hendaye e Irun, cidades do país basco próximas de Biarritz. Os participantes criticam as políticas neoliberais do grupo dos sete mais ricos, alegando que elas têm contribuído para acentuar as desigualdades, agravar a pobreza e o desequilíbrio climático.

As imagens dos milhares de focos de incêndio registrados nos últimos dias na Amazônia, e a acusação reiterada pelo presidente Jair Bolsonaro de que eles seriam provocados pelas ONGs, geraram intensa repercussão na Europa. A TV francesa exibiu ao longo desta quinta-feira longas reportagens sobre as queimadas, considerando a situação no Brasil “uma ameaça maior ao planeta”.

Fonte: RFI

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