IndependienteO Flamengo deu a falsa impressão de que traria um resultado bem melhor da Argentina quando Réver, no início do jogo, abriu o placar. Dali em diante, o time de Reinaldo Rueda pouco criou no estádio Libertadores da América. Foi envolvido pelo bom toque de bola do Independiente, que virou com gols Gigliotti e Meza – esse autor de um golaço – e venceu por 2 a 1.

Na final da Sul-Americana não é utilizado o critério de gols fora de casa. Com isso, qualquer vitória do Flamengo no confronto de volta por um gol de diferença leva a decisão para prorrogação e pênaltis. O Independiente será campeão em caso de empate. Se o Rubro-Negro vencer por mais de um gol de diferença, leva a taça.

O jogo de volta será na próxima quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Maracanã. Todos os ingressos já foram vendidos antecipadamente.

Reinaldo Rueda citou falta de eficiência de sua equipe no ataque em coletiva após o jogo. Apesar do resultado adverso, o treinador acredita que sua equipe conseguirá reverter no Maracanã.

Antes mesmo dos dez minutos, o Flamengo surpreendeu o Independiente. O jogo ainda começava a engrenar quando Paquetá sofreu falta na esquerda do ataque. Trauco cobrou bola na área e o capitão Réver – que havia desfalcado o time na semifinal – subiu muito alto para mandar de cabeça. O goleiro Campaña nem se mexeu.

 

A partir daí, o Independiente tratou de superar o ”balde se água fria” e acelerou o jogo. Trocava passes, envolvia a marcação e trazia perigo, principalmente nas costas de Trauco – que sofria com as investidas de Meza, Barco e Bustos. Aos 28 minutos, o time de Rueda foi punido. Após bom contra-ataque dos argentinos, Gigliotti recebeu livre na área e chutou forte, sem chance para César.

 O Independiente voltou para a segunda etapa querendo manter a pressão imposta desde o gol sofrido. E conseguiu. Pressionando a saída de bola do Flamengo e investindo tudo em jogadas pelas pontas, conseguiu a virada aos 7 minutos da etapa final. O jovem Ezequiel Barco, de 18 anos, fez bela jogada pela direita, limpou a marcação e cruzou para Meza, que finalizou com categoria: 2 a 1.

Rueda então decidiu mexer no time. Sacou Paquetá e colocou Everton (voltando de lesão) e colocou Vinicius Júnior no lugar de Diego. A mudança surtiu efeito e o Flamengo voltou a ter posse de bola e apareceu com perigo. Mas não conseguiu ser efetivo nas oportunidades que teve. 

GE

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