A máscara cria imagens e expectativas artísticas e espirituais nas diversas etnias que usavam esse tipo de objeto para representar a cultura de seu povo, suas religiões e até manipulações do pensamento humano. As máscaras traduzem também o estado “luticus-artístico” e de delírios dos pensamentos humanos das personas.

“Máscaras” é uma exposição-instalação artística que representa um braço do Projeto “Caras! Quantas Caras Mascaradas”, exposição inédita de máscaras de várias culturas e etnias do mundo, inclusive do Nordeste do Brasil, do artista plástico e multivisualAntônio Vinagre, contemplada pelo Fundo Municipal de Cultura de João Pessoa. Ao passear na exposição, o espectador observará peças expostas entre o clássico, o erudito e as manifestações populares. A exposição irá circular galerias de arte em João Pessoa, durante o biênio 2018 e 2019, fornecendo um apanhando crítico da história da humanidade dividida em até 09 séries: Gregas, Renascimento, Comédia Delarte, Barroco, Império, Veneza, Carnavalesca, Popular e Religiosa. Estarão presentes desde máscaras clássicas como as neutras e as meias-máscaras teatrais até o estilo regional e folclórico das máscaras de Alaursa, Papangus, Bois, Cavalo-marinho e outras expressões populares. A curadoria da exposição é de Dyógenes Chaves.

É comum o uso da máscara como acessório em diferentes manifestações culturais, porém esta prática já acontecia em tempos remotos. Ao observarmos alguns povos ou tribos que ainda hoje mantêm suas tradições ritualísticas, percebemos exemplos vivos do quanto o uso da máscara possui um valor distinto no cotidiano dessas culturas. Nesses povos a máscara tem uma função mágica, ritualística, simbolizando na maioria das vezes, seres que possuem a capacidade de protege-los do inimigo, do desconhecido, livrando-os de doenças e proporcionando a vitória nas guerras. Também tinha a função de homenagear os deuses ou personifica-lo para que pudesse contribuir para uma melhor semeadura e colheita, assegurando a subsistência de toda a coletividade. Em todos os continentes, principalmente na área abaixo da linha do Equador, encontramos culturas que preservam o uso da máscara em seus rituais sagrados. A máscara ritualística, na cultura ocidental, é marcante no auge da civilização egípcia, cujo povo acreditava na vida após a morte e em seus rituais funerários utilizavam máscaras para realização da mumificação.

“Caras! Quantas caras mascaradas” é uma exposição do multi-artista Antônio Vinagre, que desenvolve essa pesquisa há mais de 30 anos, quando participando de grupos de teatro convencional e teatro de bonecos. Através do patrocínio do FMC – Fundo Municipal de Cultura, serão confeccionadas máscaras distintas, com diferentes tipos de materiais como papel machê, madeira customizada, retalhos de tecidos, papelões, gaze engessada, entre outros. A exposição fará circulação em galerias de arte públicas e privadas da cidade de João Pessoa no ano de 2018 e 2019.

Sobre Antônio Vinagre:

Com formação em Educação Artística na área de Artes Cênicas pela UFPB, em 1986 e Especialização em Gestão Educacional, em 2008, Antônio Luís de Figueiredo Vinagre é Professor de Artes no Estado da Paraíba e vencedor do Concurso Energisa de Presépios em 2016 na categoria Júri Técnico, com a obra “Luz da Alegria Nordestina”. É Artesão em madeira e fibras da Curadoria do Estado da Paraíba, membro fundador do Grupo de Teatro de Bonecos Lâmpada Mágica, foi Guia de Turismo Regional, Nacional e Latino Americano e fez a Direção e adaptação artística da peça Mulheres de Coragem (baseada em livro de Ruth Rocha), pelo Grupo de Teatro Fênix dos Coisados do Liliosa. Já promoveu oficinas de Leitura dramática para 22 escolas no município do Conde-PB, em 2013 e fez participação do circuito de apresentações nas escolas do Município de João Pessoa em 1986.

Vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=ubmWYf6bOYY

Facebook:

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Parahybolica Agência Cultural

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