INTERNACIONAL

Visita de Pompeo a Roraima mostrou o Brasil “se prestando a um evento eleitoral dos EUA”, diz ex-embaixador

247 – Considerado um dos diplomatas norte-americanos que mais conhecem a América Latina, o ex-embaixador Thomas Shannon avalia que a visita do secretário de Estado, Mike Pompeo, a Roraima “mostrou o Brasil se prestando a um evento eleitoral dos EUA”.

“Eu não teria recomendado essa viagem. Pompeo poderia ter dito a mesma coisa em Brasília, focando na relação bilateral. Ir a Roraima mostrou o Brasil se prestando a um evento eleitoral dos EUA”.

“Eu não teria recomendado essa viagem. Pompeo poderia ter dito a mesma coisa em Brasília, focando na relação bilateral. Ir a Roraima mostrou o Brasil se prestando a um evento eleitoral dos EUA”, disse o ex-embaixador em entrevista ao jornal O Globo

Para Shannon, é preciso que Jair Bolsonaro “entenda a importância de ter um diálogo” com o democrata Joe Biden, caso ele vença as eleições presidenciais dos EUA.

“Biden pensa estrategicamente, já Trump pensa em termos de transações, de acordos, negócios. O importante é que a relação entre os dois países esteja baseada no reconhecimento da importância do outro. Tenho a esperança de que, se for eleito, Biden encontre a maneira de expressar ao Brasil a importância da relação bilateral. Se a relação com Bolsonaro for problemática, imagino que buscará aproximar as sociedades dos dois países”, ressaltou.

Segundo ele, “a política interna do Partido Democrata é antibolsonaro. Em termos de meio ambiente, biodiversidade, mudanças climáticas, direitos de povos indígenas, direitos civis, aborto, comunidade gay, direitos reprodutivos das mulheres, em todos esses temas importantes, Bolsonaro tem uma posição contrária aos democratas”. “O grande desafio do Brasil será construir uma diplomacia que não provoque choques, não é impossível. O presidente do México conseguiu isso com Trump”, completou.

“Minha esperança é de que o presidente Bolsonaro entenda a importância de ter um diálogo. Quando Bolsonaro ganhou as eleições, ganhou com o compromisso de lutar contra a criminalidade, a corrupção, de adotar medidas necessárias para reativar a economia. Parte de tudo isso era melhorar as relações com os EUA. Se ele decidir, unilateralmente, entrar numa fase de conflito com os EUA, estará minando sua própria política”, avaliou.

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