NenêO Vasco perdeu Riascos, perdeu Martín Silva, perdeu Andrezinho, mas tem Nenê. E isso basta! O camisa 10 pisou no gramado do Mané Garrincha, em Brasília, com ainda mais responsabilidade depois das baixas recentes no time ideal de Jorginho e mostrou diante do Vila Nova que isso não representa problema algum. Transformou pressão em motivação e manteve a liderança vascaína na Série B do Brasileirão. Com dois gols, o meia-atacante foi o destaque do triunfo pela terceira rodada, que manteve os 100% de aproveitamento e aumentou para 30 jogos a invencibilidade que teve início em 1º de novembro.

Com o resultado, o Vasco chegou aos nove pontos na tabela da Série B, assim como o Atlético-GO. Os cariocas levam a melhor no saldo de gols: 7 a 3. Na próxima rodada, o time de Jorginho tem pela frente o Bahia, sábado, às 16h30 (de Brasília), em São Januário. Já o Vila Nova segue com três pontos, na 14ª colocação, e encara agora o Atlético-GO, em clássico no Serra Dourada, também sábado, às 16h.

Uma confusão entre torcedores na arquibancada atrapalhou o andamento da partida no segundo tempo. A polícia teve que entrar em ação e usou gás de pimenta para dispersar os brigões. Os efeitos do composto chegaram ao gramado, obrigando o árbitro a paralisar o jogo por quase cinco minutos.

Sem Andrezinho, Jorginho mudou a cara do Vasco: Jorge Henrique cumpria mais funções defensivas, enquanto Yago Pikachu ficava aberto pela direita. A estratégia, porém, durou pouco com nova lesão de Madson na coxa nos minutos iniciais. Eder Luís foi a escolha de Jorginho, e o Vasco precisou de tempo para se arrumar. O Vila Nova assustou em boas jogadas pela direita, mas Jordi parou Fabinho e Vandinho. Nenê era o responsável por levar os cariocas ao ataque e assustou em chutes de fora área. Era a prévia do que estava por vir.

Com a marcação adiantada, o Vasco esboçou pressão nos 20 minutos iniciais. Na reta final do jogo, porém, o camisa 10 da Colina botou a bola debaixo do braço e resolveu a partida. Aos 28, abriu o placar em pênalti sofrido por ele próprio, e deu tranquilidade com um golaço em cobrança de falta seis minutos depois. Após o apito final, o nervosismo virou confusão. Nenê se estranhou com Jean Charles e recebeu amarelo. Pior para o goiano, que foi expulso com Diguinho, que tentou apartar.

Jordi até deu um susto no primeiro lance na partida ao dar rebote em chute que ia para fora, mas se recuperou e foi bem na missão de substituir Martín Silva. Com boas saídas do gol e firmeza em finalizações de fora da área, chegou ao terceiro jogo no ano sem ser vazado. Com a ida do titular para Copa América, terá, no mínimo, mais sete oportunidades para mostrar seu valor.

Nenê foi, de longe, o protagonista do jogo em Brasília. Já no primeiro tempo, assustou o goleiro Edson com lindo chute de fora da área, cobrou falta na medida para Rodrigo e se irritou com a forte marcação dos goianos. No último lance, sofreu uma pancada no tornozelo e desceu para o vestiário de maca. Recuperado, voltou para decidir na etapa final e chegar a 12 gols na temporada. Agora, com as 11 assistências, tem participação direta em 23 dos 42 tentos do time em 2016. De negativo, fica o segundo cartão amarelo, que o deixa pendurado para partida de sábado, contra o Bahia.

G1

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