TOCA DO LEÃO

Tijolinhos do Mozart

Dia Internacional das Artes | Capa do livro, logomarca e estampa da identidade visual da Sociedade Cultural Poeta e fotografia: Sérgio Ricardo Santos

Hoje é o Dia Nacional das Artes, quando se homenageia a capacidade humana de transformar sentimentos, ideias e narrativas em expressões visuais, sonoras e cênicas. Representando os artistas, apresento o pintor e poeta Thiago Alves e seu filho, ator, poeta e cantor Wagner Lins, no lançamento do meu livro Artistas de Itabaiana, na Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz.

Hoje também é o Dia Internacional do Disco de Vinil. Mais do que nostalgia, o vinil atrai entusiastas e novas gerações pela experiência tátil do ritual (retirar a bolacha da capa, posicionar a agulha) e pela qualidade de som aquecida e orgânica que a compressão digital não consegue replicar.

O radialista Dalmo de Xangô produzia o programa do Bolachão, só com disco de vinil, na Rádio Zumbi. A rádio acabou, mas o vinil resiste.

Vou morrer sem gravar meu Long Play.

Mulher deve votar em mulher. Homem também vota em mulher, mas de preferência que essa dita cuja não seja militar.

Lugar de militar é no quartel aguardando ordens do civil.

Boa parte da turma da escala 6×1 que trabalha em pé e recebe, por mês, o que Flávio Rachadinha gasta num jantar em Nova Iorque, vai votar nele, mesmo sabendo que o bicho é contra a escala 5×2.

São 37% dos eleitores que votam nessa galera da extrema direita.

“O vice do Flávio Bolsonaro é um ser humano detestável, perverso e acusado (tô usando esse termo só por prudência jurídica) de estupro. Sabe quantos votos o Flávio Bolsonaro vai perder por isso? A resposta dessa pergunta é o nosso verdadeiro problema.” – (Edgar no Bluesky)

O livro O último poema de Zé da Luz, de Fábio Mozart e Sérgio Ricardo Santos, entrará em pré-venda na próxima semana.

O livro terá obra póstuma do maior expoente da “poesia matuta”, com análises dos livros “O sertão em carne e osso” e “Brasil caboclo” e cordel de Fábio Mozart.

“O irmão de Zé da Luz, Bastos de Andrade, também poeta e declamador, foi o mestre dele. Bastos apresentava o programa “Mensagem para o Rancho” na Rádio Tabajara da Paraíba, onde declamava os poemas do irmão, contribuindo para sua popularização no Nordeste a partir de 1951.” (Wikipédia)

O primeiro livro de Zé da Luz, Brasil Caboclo, foi impresso na gráfica do jornal A União, do Governo da Paraíba, em 1936. O Governador era Argemiro de Figueiredo.

Em 21 de agosto teremos a segunda edição do Festival Literário de Itabaiana, promoção da Secretaria Municipal de Educação.

Sargento Neto, Major Fábio e Cabo Gilberto: “Quando a farda entra pela porta da política, a disciplina, a imparcialidade e o dever militar saem pela janela.”

Realmente, amigo, sou pessimista. Nunca me senti bem no sistema podre em que vivemos. Aos setenta anos, não vejo perspectivas de mudança para as próximas décadas, mas ainda não parei de tentar construir coisas positivas. Até porque, não há outra opção.

Ganhei um blazer elegante de minha filha. Quando penso em inaugurar o blazer numa solenidade chique, aí caio doente.

Eu queria ouvir um tango de Carlos Gardel na radiola e esquecer o suposto ódio que temos dos argentinos.

O mundo distópico dos filmes de desastre chegou. O colapso climático chegou. Não é subiu 1,5 graus na temperatura média, é a cidade parando por ventos de 100km e gente morrendo, nossos vizinhos.

Odeio eleição porque a gente sempre tem que escolher o mal menor.

Votar em candidato que você sabe que vai perder é tipo torcer pelo meu antigo time, o Mangueira Futebol e Cachaça Ferroviária.

Hoje em dia todo mundo é bipolar. Eu mesmo às vezes sou, às vezes não…

Você é do tipo que dá uma faxina na casa pra faxineira que vem amanhã não achar que você é porco?

Fui convidado para ser vice de Lucas Ribeiro. Recusei. O salário não compensa. Além disso, o cargo não tem vantagem nenhuma: se a coisa vai bem, o mérito é do governador. Se a coisa vai mal, a culpa é do vice por estar “conspirando”. Se não acontece nada, ninguém nem lembra do seu nome.

Eu só ficava na reserva esperando alguém vacilar no Mangueira Futebol e Cachaça.

Galera que planejou ir pra Miami se Lula ganhar, melhor fugir pro Paraguai. Se for pra Miami vai ser pego pelo ICE de Trump.

— Minha filha, o que faz este teu namorado?

— Faz versos.

— E você não tem vergonha de gostar de um homem que faz versos?

(Artur Azevedo no conto “A filha do patrão”

Economizando para comprar uma ilha, onde pretendo escrever contos sobre a solidão.

Quando era moleque, eu botava açúcar no chiclete pra que voltasse a ficar docinho. Isso hoje se chama reaproveitamento e sustentabilidade.

Os meus tijolinhos de pêsames pela morte do artista plástico Bruno Steinbach.

 

VERSO DO DIA

Se um dia houvesse a revolução

O jornal oficial era o cordel

Toda lei descabida revogada

Mais recursos para o bar e o bordel

Decretava carnaval o ano inteiro

Não havia mais portão lá no “Pinel”.

Dalmo Oliveira

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