TOCA DO LEÃO

Tijolinhos do Mozart

Fabiana Veloso e Ednamay Cirilo, duas meninas do movimento político pelos direitos femininos, ambas militantes da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz. Fabiana é a vice-presidenta. (Foto: Dalmo Oliveira em 2016, na exposição de Otto Cavalcanti na Fundação Casa de José Américo)


O Escritor Manoel Luiz, de Bananeiras, é o principal entrevistado de hoje no programa Estação Cultura, às 9 horas na Rádio Comunitária Solânea FM, com apresentação de Fábio Mozart e Batista de Andrade. Pela internet:
http://play.radios.com.br/25151

Natural de Alagoas e radicado em Bananeiras há 63 anos, Manoel Luiz é autor de 27 livros. Ao longo de sua trajetória, Manoel Luiz Silva destacou-se por valorizar a identidade cultural da sua cidade adotiva, retratando personagens e cenários que refletem a vida simples e as transformações sociais da região.

Sua escrita costuma apresentar linguagem acessível, marcada por sensibilidade e observação atenta do ambiente ao seu redor. Embora não seja amplamente conhecido no cenário nacional, sua obra possui relevância local, contribuindo para a preservação da cultura e da história de Paraíba.

Manoel Luiz é meu amigo pessoal e confrade nas academias de letras de Bananeiras e Solânea, irmão na fé de incentivar a leitura, democratizar o acesso à literatura e criar conexões afetivas.

Vida eterna não existe. Se existisse, o carnê seria da Caixa Econômica. Comprei uma casa financiada há 30 anos, devo o dobro.

Seja patriota! Se você não morrer logo, o país não vai pra frente. (Essa ideia pode parecer totalmente irracional e crudelíssima, mas passou pela cabeça de Paulo Guedes, ex-ministro da Fazenda).

O Plano Paulo Guedes de controle da economia: cancelar CPF de quem passar dos 80 anos.

Paulo Guedes dizia que a China inventou o coronavírus. China afirmava que o Brasil inventou Paulo Guedes.

O Brasil sempre na frente inventando merda!” – (Stela Maris Mariano)

Se der vontade de ouvir, funk, receito Sivuca de hora em hora. Persistindo os sintomas, um médico deverá ser consultado.

Carlos Lacerda falou, segundo Humberto de Almeida: “Mãe é mãe. Genitora é a sua. Progenitora é a avó” E eu acrescento: geratriz é a mãe do babaquara.

Estou lendo o livro Almas nuas, do poeta itabaianense Wagner Lins. É um luxo ler uma obra e conversar diretamente com o autor, que é meu amigo. Wagner é um poeta que tem aquela ginga de declamador e nas horas vagas faz performance de uma drag queen cantora.

Sobre isso, li depoimento de professor de defesa pessoal. No primeiro contato, ele pergunta quem já apanhou na rua. Três ou quatro pessoas levantam a mão, por turma. Quando é aula específica para a população trans, é quase a turma toda.

Quem já cambaleou até os setenta e tantos anos sabe o que é depender de remédios de uso contínuo para doenças crônicas. Fui ao cardiologista, ele suspendeu a sinvastatina e prescreveu mais dois medicamentos. Só que estão fora da Farmácia Popular. Mais um baque no raquítico provento de aposentado.

Li um blog onde a pessoa faz resumo de livros. Leon Tolstoi: Guerra e Paz. Paris, Ed. Chartreuse. 1200 páginas. Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por isso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro. Fim.

O escritor e historiador Flaviano Batista, de Itabaiana, coleciona livros de autores de sua cidade. Tenho um projeto de levar esses livros para as escolas e apresentar nossos artistas aos alunos e alunas. Minha coleção de autores conterrâneos já vai em 26 livros. Ainda não tenho as últimas criações de André Ricardo Aguiar.

Os judeus são os donos do dinheiro e de propriedades. Eles alugam imóveis para imigrantes asiáticos, que por sua vez submetem imigrantes ilegais latino-americanos ao trabalho escravo. A humanidade presta?

Biu Penca Preta tinha seis anos, em cima do muro. O pai disse “Pula que eu te pego”. Biu pulou e se esborrachou no chão. “Não confie em ninguém, nem no seu pai”, ensinou o progenitor de Penca.

Minha mãe me recomendou: “Só se deve andar com pessoas melhores que nós.” Desde então segui sozinho, com humildade.

É um milagre eu ainda estar vivo. Sou super sedentário há seis anos. Só saio do meu quarto pra comer. Acho que resolvi não encarar a humanidade de frente.

Outro dia, por acaso, dei de cara com um Testemunha de Jeová. “O senhor sabe pra onde vai quando morrer?” Ora, se eu aos setenta anos não sei de onde vim, como vou saber pra onde vou?

O Botafogo da Paraíba demitiu o técnico Lisca Doido. Saiu tão rápido do clube que nem deu tempo de atrasar o salário.

A última vez que bebi, lembro que vi um cara me olhando feio, fui lá tirar satisfação e era meu reflexo no espelho. Parei com a canjibrina.

Flavinho Rachadinha adora clube de tiro. Quer os votos dos manos das quebradas que frequentam o clube de levar tiro.

Governador da Paraíba diante da realidade: pode-se evitar descendentes, mas nunca se viu apagar antepassados. Tem árvore genealógica que não dá sombra a ninguém.

Há uns 30 anos, viajei para o Rio de avião. No aeroporto, quando anunciaram a partida do meu avião, alguém me falou: “chegou a tua hora!”. Lembro que fui grosso com essa pessoa.

O Partido Liberal aplicou um bilhão no Banco Master. Os liberais eram quase clientes honorários.

Sou nordestino, amo os folguedos populares e jamais vi a Chegança nem a Marujada. O Cavalo Marinho vi uma vez e nunca esqueci dessa ópera popular.

Em 2013, publiquei um poema chamado “Auto retrato”. Uma amiga mandou perguntar: “Por que está postando coisas que te diminuem? Aquela poesia ‘Auto retrato’ é o fim!”

Ela não compreende a linguagem da poesia. Não é preciso ser teórico como a universidade entende, para compreender um poema.

Ela ficou preocupada com minha “imagem”. Obrigado, amiga, mas poesia é ato de amor entre o poeta e a linguagem. Quem não entender isso não entende a verdadeira natureza da poesia. Ela é feita de imagens fortes e, às vezes, bonitas. O poeta não tem necessidade de agradar ninguém.

Em tempo: eu não sou a pessoa humana descrita no poema “Auto retrato”. Quis levar à ideia do amálgama de sentimentos e vícios que compõem cada ser humano.

Tijolinhos de indignação pela tragédia com a brasileira Manal Jaafar, morta com o filho e com o marido no sul do Líbano, no ataque israelense que atingiu a casa onde moravam.

Tijolinhos pesarosos pelo falecimento do meu amigo Zezinho do Evangelho ontem em Mari. Zezinho tinha 71 anos. Fundou comigo a Rádio Comunitária Araçá, da qual era diretor presidente.

 

VERSO DO DIA

Sou crenças, superstições, fantasmas da humanidade,

Sou um cidadão comum sem qualquer idoneidade.

Sou malícia, sou má fé, sou um ato criminoso,

Sou velhaco, sou mané, presumido e orgulhoso.

Pornotube, redtube são meus sites preferidos,

Sou tarado, mal amado, kamasutras revividos.

Sou disfarce, sou suspeito, sou poço de fingimento,

Mentiroso, presunçoso, preguiçoso e avarento.

Sou vaidade, sou covarde, cão que ataca o seu dono,

Capaz de mil mesquinhez sem nunca perder o sono.

Sou a natureza humana, da mescla vivo à mercê,

Sou veneno, sou dejeto, eu sou eu e sou você.

Fábio Mozart

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Fábio Mozart

Fábio Mozart transita por várias artes. No jornalismo, fundou em 1970 o “Jornal Alvorada” em Itabaiana, com o slogan: “Aqui… More »

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