moradores no Porto do CapimA manhã desta quinta-feira (30) se apresenta com muita tensão e possibilidade de enfrentamentos diante da decisão tomada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) em derrubar mais de seis casas no Porto do Capim diante de resistência anunciada por moradores, que contam com apoio de entidades da sociedade organizada. A prefeitura argumenta que tem autorização dos moradores das seis casas para demolir e construir um novo Parque Ecológico no local.

A Presidente da Associação de Mulheres do Porto do Capim e moradora da comunidade, Rossana Holanda, mobiliza moradores e entidades civis para ato de resistência contra a derrubada. Ela explica que dos 168 moradores, apenas 26 aderiram ao plano da prefeitura, sendo assim a maioria não aprova.

A VERSÃO DA RESISTÊNCIA

Apoiadores dos moradores revelam que a “Caixa Econômica Federal” subsidiou um empreendimento corporativo da prefeitura de João Pessoa, para “revitalização do Centro Histórico”, no qual compreende a implantação de um Parque. O projeto não foi aprovado por completo, inclusive no que concerne a licença ambiental.

Eles argumentam ainda que parte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Paraíba (IPHAN) apoia tal ação de cunho eugenista, por meio de uma política de gentrificação, no que pensam ser um “progresso ” para cidade, em detrimento da precarização de vidas de parte de sua população”.

Eles acrescentam ainda que “embora o Ministério Público esteja mediando o conflito, a prefeitura não buscou alternativas, na aplicação de tecnologias sociais, a inserir a comunidade do Porto do Capim, que engloba Vila Nassau, para elaboração de algo sustentável”.

Por fim, eles citam que “é importante frisar que o Porto do Capim é uma comunidade Ribeirinha, Rural e urbana ao mesmo tempo, situada, no berço histórico da capital paraibana, João Pessoa”.

“A dimensão simbólica, afetiva, patrimonial, histórica estão sendo ignoradas pela gestão municipal”, concluíram.

WScom

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