O ator bolsonarista Juliano Cazarré voltou ao centro de uma controvérsia nas redes sociais após anunciar o evento “O Farol e a Forja”, voltado exclusivamente ao público masculino. A iniciativa, que será realizada entre os dias 24 e 26 de julho, em São Paulo, propõe discussões sobre temas como liderança, empreendedorismo, paternidade, saúde masculina e espiritualidade.Descrito como “o maior encontro de homens do Brasil”, o projeto surge, segundo o ator, como uma resposta ao que ele enxerga como um enfraquecimento da figura masculina na sociedade contemporânea. Em materiais de divulgação, a proposta é apresentada como fruto de uma postura de enfrentamento. “Ele sabia que ia apanhar. E criou esse evento mesmo assim”, diz um dos textos, referindo-se ao próprio Cazarré.
A repercussão, no entanto, foi marcada por críticas contundentes de colegas do meio artístico. A atriz Marjorie Estiano foi uma das vozes mais incisivas ao comentar a proposta: “Juliano…você não criou…você só tá reproduzindo em maior ou menor grau, na verdade, um discurso que já é ampla e profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias…por favor, dá uma olhada pra isso…”.
Também crítica à iniciativa, Claudia Abreu destacou o contexto social do país: “Num país com recorde de feminicídios…”. Já Elisa Lucinda classificou o projeto como um “grande e preocupante delírio” e afirmou que o ator está “na contramão dos avanços do mundo”.
O ator Paulo Betti também reagiu, ironizando a forma como o evento foi apresentado: “É tanto convencimento que ele se refere a si na terceira pessoa como se fosse uma entidade”.
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DiárioPB com Brasil 247
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