BRASIL

Lula diz que mudanças na escala 6×1 não serão impostas “na marra”

Presidente comentou que mudanças na escala de trabalho serão aplicadas, caso aprovadas pelo Congresso, observando as especificidades de cada profissão

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de abertura do Encontro Internacional da Indústria de Construção (ENIC) 2026 – (crédito: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou, nesta terça-feira (19/5), o apoio à redução da escala de trabalho 6×1. Para ele, a medida é uma “coisa necessária”, e as possíveis mudanças serão implementadas “respeitando a realidade de cada categoria e profissão”.Lula observou, durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria de Construção (Enic), em São Paulo, que nenhuma mudança será imposta “na marra”.“Vai ser aplicada (a nova lei) levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor na marra. É preciso respeitar a realidade de cada categoria, cada profissão, de cada setor econômico, para fazer as coisas que resultem no benefício que queremos para a sociedade brasileira”, explicou.De acordo com o presidente, as mudanças na jornada de trabalho devem acompanhar as mudanças da sociedade. “Não fiquem assustados. (O fim da) escala 6×1 é uma coisa necessária, porque hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa, para lazer, para estudar, para namorar. É normal que a sociedade tenha avançado muito, com os avanços tecnológicos”, comentou ele.A comissão especial que analisa a proposta no Congresso contará com entidades representativas dos trabalhadores nesta terça.

Construção civil

Lula também destacou investimentos em habitação e ressaltou a importância dos aportes do governo em parcerias com a construção civil.

“Eu preciso de vocês para gerar emprego, construir casa. Preciso de vocês para fazer obras de infraestrutura, e vocês precisam de mim para fazer o financiamento. É uma via de mão dupla, se não for assim, não funciona”, ressaltou Lula.

A Caixa Econômica Federal chegou a marca de R$ 976,2 bilhões até o primeiro trimestre deste ano em crédito imobiliário, o que representa 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e 68% do mercado imobiliário nacional. Foram assinados 2,84 milhões de contratos imobiliários de 2023 até o primeiro trimestre deste ano.

Com Correio Braziliense 

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Redação DiárioPB

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