O jornalista Luis Costa Pinto, integrante da equipe do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), afirmou que Leandro Demori deixou a instituição por não cumprir as responsabilidades executivas associadas ao cargo que ocupava. Em entrevista ao canal Galo Preto, Costa Pinto disse que o ex-diretor de Jornalismo recebia uma remuneração elevada, mas que também tinha atribuições administrativas que deixaram de ser desempenhadas durante o processo de reestruturação da empresa.
Segundo Costa Pinto, o problema não estava relacionado à qualidade do trabalho jornalístico de Demori, mas às funções de gestão que faziam parte do cargo.
“O Leandro Demori tinha um excelente salário dentro do ICL, mas esse excelente salário tinha junto com ele algumas missões que ele tinha que cumprir. E ele não cumpria essas missões”, afirmou.
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De acordo com o jornalista, quando o ICL iniciou um processo de redução de custos, Demori foi chamado a participar da definição da nova estratégia administrativa da área de jornalismo.
“Num momento de enxugamento, foi se colocado para ele: ‘olha, define o que é que tem que ser feito, porque aí vamos partir para executar a nova estratégia de atuação empresarial’”, declarou.
Costa Pinto afirmou que a saída ocorreu por iniciativa de Demori, que teria recusado assumir esse papel executivo.
“Ele pediu para sair. E depois ele foi, às vezes, dizer que foi saído. Mas a opção de sair foi dele, porque não queria executar aquele papel, que era também um papel de executivo que ele tinha dentro da empresa.”
Na entrevista, Costa Pinto também rejeitou a interpretação de que a saída de Demori revele uma crise na orientação do Instituto Conhecimento Liberta.
“Não tem uma crise fundamental de raiz, de valores ou de condução do ICL”, afirmou, acrescentando que a instituição continua reunindo “um grupo de grandes jornalistas”.
“Redação não é democracia”
Ao comentar o funcionamento das redações, o jornalista defendeu que decisões editoriais e administrativas obedecem a uma estrutura hierárquica.
“Redação não é democracia. Na melhor das hipóteses, redação é uma monarquia parlamentarista”, disse. Em seguida, acrescentou que toda organização jornalística possui uma linha editorial e uma filosofia empresarial que precisam ser respeitadas pelos profissionais. “As pessoas têm que fazer jus ao salário delas”, concluiu.
As declarações de Luis Costa Pinto apresentam uma versão distinta da defendida por Leandro Demori. O ex-diretor de Jornalismo afirma que foi desligado após receber a determinação de promover um corte de 30% no orçamento da área e sustenta que foi retirado do ar por decisão unilateral da direção do ICL. Já o fundador da instituição, Eduardo Moreira, atribui as mudanças a uma reestruturação financeira motivada pelos prejuízos registrados neste ano. A manifestação de Costa Pinto reforça a versão da direção da empresa ao sustentar que Demori decidiu deixar o cargo ao não aceitar exercer as atribuições executivas que, segundo ele, faziam parte da função.
DiárioPB com Brasil 247
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