CINEMA

Governo do Estado e patrocinadores reafirmam compromisso com o Fest Aruanda e com o cinema paraibano

O 16º Fest Aruanda foi aberto oficialmente na noite desta quinta-feira (9) e, durante a solenidade, muitas boas novas para todos que fazem cinema na Paraíba. O governador do Estado, João Azevêdo, anunciou que a antiga Fábrica Matarazzo será transformada em uma Fábrica de Cinema. Além disso, todas as empresas que acompanham o festival reafirmaram total apoio para que o Fest Aruanda siga representando a força do audiovisual paraibano.

“Tenho certeza que é uma luta diária realizar um festival como esse, sobretudo num momento em que estamos. Por isso, essa retomada nos deixa muito felizes. Aproveitando, eu já vou anunciar logo que temos o projeto de transformar a antiga Fábrica Matarazzo no Centro Histórico em uma Fábrica de Cinema, para que possamos fazer e produzir cada vez mais. Este festival nos orgulha muito”, afirmou o governador.

A PB Gás, que pela primeira vez, entra como empresa patrocinadora do evento, também garantiu uma parceria longa. Em vídeo, o presidente da empresa, Jailson Galvão, afirmou que é uma satisfação poder apoiar esse grande evento cultural. “Inspirado no clássico ‘Aruanda’, de Linduarte Noronha, o professor Lúcio Vilar mantém viva essa força do festival de cinema. Nós temos que apoiar, fortalecer a nossa paraibanidade”, afirmou o presidente da PBGás.

Muitas outras falas de compromisso com a continuidade do Fest Aruanda se seguiram, como de Isidro Soares, do Banco do Nordeste do Brasil BnB; Marcus Vinícius, presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Liana Filgueiras, vice-reitora da UFPB; Marcos Alves, da Funjope; Márcio Zidan, da Energisa; Odilson Nóbrega, representando a PB Gás; e Luíz Gonzaga De Luca, presidente da rede Cinépolis. Em comum, todos falaram sobre a retomada “à sala escura”. Além deles, outra presença especial foi o diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), da UFPB, Rodrigo Freire de Carvalho e Silva. O órgão é parceiro histórico do Fest Aruanda.

Para o idealizador e diretor executivo do Fest Aruanda, Lúcio Vilar, essa simbologia da magia da sala escura reitera esse sentimento da retomada. “Que bom que as autoridades, patrocinadores, universidade, tocaram nesse ponto. Pelo público que tivemos hoje, podemos calcular essa demanda que estava represada. O balanço que faço desse abertura é muito positivo para todos nós que estamos fazendo cinema”, afirmou.

Homenagens – A abertura também foi marcada por justas homenagens a ícones do cinema nacional e paraibano. Um vídeo sobre o maestro, compositor e professor José de Lima Siqueira (in memorian) mostrou toda a dedicação e sensibilidade de um homem que incorporou a nordestinidade em suas partituras. Eduardo Consoni, que junto com Rodrigo Marques, dirigiram o documentário “Toada para José Siqueira” receberam o troféu Fest Aruanda em homenagem ao maestro.

Na sequencia, W. J. Solha foi homenageado em seus 80 anos. Escritor, diretor, ator, artista plástico, Solha – mesmo nascido em São Paulo – é a representação extrema do cinema paraibano, despontando com o filme “O Salário da Morte”, dirigido por Linduarte Noronha. Em vídeo, ele ressaltou outro trabalho que foi um marco em sua carreira, o filme “A Canga”, dirigido por Marcus Vilar, quem recebeu o troféu em homenagem a Solha, levando boa parte da equipe que participou do filme há 20 anos.

“Quando eu vejo e revejo esse curta, que tem o grande Solha, eu sinto a mesma força que o filme despertou em mim há 20 anos”, afirmou Marcus. E complementou: já existe uma ideia futura de fazer um longa de “A Canga”. “O roteiro já existe e estamos trabalhando nisso. A Paraíba tem uma produção grandiosa em cinema e todos esses apoios são muito importantes”, enfatizou o cineasta.

Exibições – A noite foi encerrada com a exibição do curta “A Canga” e o longa “A Viagem de Pedro”, da cineasta Laís Bodansky. Pela primeira vez no Fest Aruanda, Bodanzky se mostrou feliz e afirmou que também seria a primeira vez que assistiria seu filme em uma tela de cinema.

“É uma honra estar aqui, vivendo essa retomada do presencial. O que é público é nosso. A cultura está sobrevivendo e não pode parar. Nós somos muitos com muitas histórias e nomes e o audiiovissal precisa colocar essas realidades nas telas”, disse.

“A Viagem de Pedro” narra um lado intimista do ex-imperador Dom Pedro I, mostrando seus medos, incertezas e angústias. O ato Cauã Raymond é quem dá vida à personagem, mostrando um momento delicado, porém essencial, da vida de Dom Pedro I.

Durante os vários vídeos exibidos sobre os valores, em todos os aspectos, do Fest Aruanda e suas contribuições para a área do audiovisual, vem do fotógrafo e cineasta paraibano Walter Carvalho uma certeza: “O Fest Aruanda é um alimento. É como beber água. É necessário”.

Patrocínios e parcerias – A 16ª edição do Fest Aruanda começa no dia 9 de dezembro e tem patrocínio master do Grupo Energisa, da Cagepa e copatrocínio da PBGás via Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, sob a chancela do CCHLA-UFPB e da Bolandeir@rte&Films, produtora do evento. A assessoria de imprensa local fica por conta da Vivass Assessoria & Comunicação, e a nacional, feita pela agência Procultura. O Festival conta ainda com parceria da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC).

Serviço:
16ª Edição do Fest Aruanda
Data: de 9 a 15 de dezembro 2021
Informações: www.festaruanda.com.br
Instagram @festaruanda
Locais: Cinépolis Manaíra Shopping e plataforma online Aruanda Play (https://aruandaplay.festaruanda.com.br)

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