O Centro Estadual Experimental de Ensino-Aprendizagem Sesquicentenário (CEEEA) Sesquicentenário realiza um ato contra a censura e em repúdio às postagens de um deputado estadual que, de acordo com a instituição de ensino, fez “comentários descabidos acerca de ilustrações feitas em sala de aula”, disse.

Na nota, o colégio explica as razões da exposição “Movimentos Sociais” e convoca os estudantes para o ‘Dia do Não’, a partir das 10h desta segunda-feira (29). O Sesquicentenário também esclareceu que o movimento é feito pelos alunos que quiserem participar de forma ordeira e pacífica e respeitando as opiniões de todos e que não impedirá a realização das aulas.

Confira nota:

Considerando o compromisso do CEEEA Sesquicentenário com a comunidade e prezando pela valorização do trabalho desenvolvido nesta escola, cujos resultados tornam-se evidentes nos mais diversos índices de aprovação alcançados por nossos alunos, registramos os esclarecimentos necessários em face da postagem lamentável veiculada no Instagram, de autoria do senhor Wallber Virgulino (deputado estadual da Paraíba), por meio da qual são expressos comentários descabidos acerca de ilustrações feitas em sala de aula e de imagens de cartazes que foram expostos nesta escola, conteúdo esse que foi apresentado nitidamente fora do contexto em que foram produzidos.

Inicialmente, registramos que os cartazes foram elaborados por alunos do 2º ano do Ensino Médio em virtude de atividade proposta pelo professor de Sociologia para trabalhar a temática “Movimentos Sociais”, a qual se encontra devidamente prevista na grade curricular da disciplina em comento, assim como amplamente citada nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio.

Norteado pelo objetivo de garantir a pluralidade da discussão, o professor solicitou que os alunos se reunissem em equipes e escolhessem o movimento sobre o qual gostariam de discutir. Cada cartaz suscitou uma vasta discussão, em que foram colocadas opiniões convergentes e divergentes sobre os movimentos, com a devida mediação do professor, respeitando assim a opinião dos alunos sobre os movimentos apresentados.

Após a atividade, os alunos promoveram a exposição de todos os cartazes pela escola, dentre os quais havia movimentos “de esquerda” e “de direita”, sem nenhuma censura de natureza ideológica ou política sobre quaisquer dos trabalhos realizados e expostos. No entanto, a postagem do ilustre deputado manipula a informação, desvirtuando-a de sua integralidade.
Por fim, destacamos que prezamos pela liberdade de cátedra e de manifestação do pensamento, que assegura, por definição, a liberdade de aprender, ensinar e divulgar o conhecimento, a arte e o saber. Isso longe de implicar em doutrinação, significa a construção do conhecimento com protagonismo e autonomia, o que garante o diferencial sendo livres, críticos e conscient.

Com informações do Portal Paraíba

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