A coordenadora das Delegacias da Mulher na Paraíba, Sileide Azevedo defendeu a importância do atendimento itinerante como ferramenta fundamental no enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo ela, nem sempre a vítima consegue se deslocar até as unidades policiais, o que torna essencial que os serviços cheguem até as comunidades mais vulneráveis.
“O trabalho itinerante que vai ao local onde essa mulher se encontra é muito relevante para que precocemente possamos identificar essas violências, manter esse diálogo e de fato interromper esse ciclo de violência que pode culminar com feminicídio”, afirmou a delegada.
Sobre os casos recentes de feminicídio no estado, a delegada destacou o desafio cultural de fazer com que os homens compreendam que a mulher não é propriedade do parceiro.
“A sociedade toda precisa se envolver nesse enfrentamento. Essa luta é de homens e de mulheres, é de toda a sociedade, para que a mulher possa exercer o direito de viver uma vida sem violência”, disse.
A delegada também defendeu a inclusão de conteúdos sobre igualdade de gênero e respeito nas escolas desde as primeiras idades. Para ela, desconstruir papéis sociais desde a infância é essencial para mudar o paradigma cultural que alimenta a violência doméstica. “As crianças vão identificar as situações que ocorrem em seus lares e vão trazer esse conhecimento para que haja intervenção”, concluiu.
Curta e inscreva-se no canal do DiárioPB no YouTube. Seu apoio fortalece o jornalismo independente! Clique aqui para acessar o canal