O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai, acusou a família Bolsonaro de sabotar o Brasil e apontou nesta quarta-feira (3) uma sequência de fatos que, segundo ele, mostra articulações do bolsonarismo com o governo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para estimular sanções contra o País. Em postagem na rede social X, o parlamentar afirmou que existe uma “cronologia inquestionável” sobre viagens, reuniões com autoridades estrangeiras e pedidos de medidas contra a economia brasileira, em reação a condenações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal em inquéritos sobre ações golpistas.O petista fez o comentário após o governo Trump defender um tarifaço de 25% sobre parte dos produtos brasileiros e fazer críticas ao Pix. Sem apresentar provas, a gestão trumpista acusou o Brasil de adotar práticas desleais no comércio.
“A narrativa bolsonarista de que a culpa das sanções e tarifas dos EUA contra o Brasil é do atual governo não se sustenta. As próprias declarações da família Bolsonaro mostram uma cronologia inquestionável”, afirmou Uczai.
Na avaliação do líder petista, os movimentos da família Bolsonaro no exterior revelam uma atuação contrária aos interesses nacionais. “Eles viajam, se reúnem com autoridades estrangeiras, pedem abertamente por medidas que asfixiam a economia do próprio país e depois tentam se eximir das responsabilidades. A família Bolsonaro sabota o país. Os fatos não mentem. O alinhamento contra o Brasil ficou explícito”, acrescentou.
A manifestação de Uczai ocorre após a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos EUA. O parlamentar da extrema direita viajou no último dia 25 e retornou no dia 28. Durante a passagem pelo país, ele se juntou ao deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora em território estadunidense.
Os dois filhos de Jair Bolsonaro buscam aproximar-se da gestão de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, com o objetivo de incentivar sanções contra o Brasil.
Confira agora um trecho da postagem publicada pelo deputado Pedro Uczai:
Vamos aos fatos nesta linha do tempo do boicote ao Brasil articulado pela extrema direita:
26 de Maio: O senador Flávio Bolsonaro faz uma reunião oficial na Casa Branca, nos Estados Unidos.
28 de maio (apenas 2 dias depois): Os EUA classificam o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Uma medida que, na prática, funciona como uma clara interferência em assuntos internos, asfixiando e prejudicando diretamente empresas e instituições financeiras brasileiras.
29 de maio (no dia seguinte): O deputado Eduardo Bolsonaro vem a público e afirma categoricamente que “há mais por vir”, fazendo questão de ressaltar que ele e o irmão “pediram mais coisas“ nas reuniões que tiveram em solo americano.
02 de junho (quatro dias depois): Os EUA anunciam a possibilidade de um novo tarifaço agressivo (25%) contra produtos brasileiros e fazem ameaças diretas ao sistema do Pix. No mesmíssimo dia, Donald Trump posta uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro para carimbar a aliança.
03 de junho: Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) divulgou uma nova análise que também inclui o Brasil. Trata-se do caso investigado sobre o suposto uso de trabalho forçado por 59 países e a União Europeia. A tarifa aplicada nesse caso será de 12,5%.
Com Brasil 247
Curta e inscreva-se no canal do DiárioPB no YouTube. Seu apoio fortalece o jornalismo independente! Clique aqui para acessar o canal