argentina e belgicaA Argentina está de volta ao grupo dos quatro melhores da Copa do Mundo. O time albiceleste derrotou a Bélgica por 1 x 0, gol de Higuaín, no Mané Garrincha tomado por torcedores do país vizinho, e garantiu lugar na partida da próxima quarta-feira contra o vencedor do duelo desta tarde, entre Holanda e Costa Rica. Nem foi preciso uma grande atuação do craque Lionel Messi. Com a defesa bem armada, a Argentina deu pouco espaço para os belgas, e conseguiu a classificação sem muito sofrimento, apesar do placar magro.

A chegada à semi-final foi celebrada intensamente pelos argentinos. Mesmo após o fim do jogo, torcedores se juntaram nas arquibancadas e fizeram festa dentro do estádio.
Estrela da seleção argentina, não demorou muito para Messi dar seu cartão de visitas no Mané Garrincha. Com apenas dois minutos, na primeira vez que tocou na bola, ele lançou Lavezzi livre na esquerda. O atacante tentou cruzar para Higuaín, mas a defesa belga afastou.

Na segunda vez que tocou na bola, Messi recebeu no meio do campo, se livrou da marcação e passou para Di Maria, que entregou para Higuaín. O camisa 9 bateu de primeira, sem chances para Courtois, fazendo Argentina 1 x 0.

A Bélgica, atordoada, só conseguiu dar o primeiro chute aos 13 minutos, quando Mirallas tentou de fora da área. Pouco a pouco, a equipe européia se restabeleceu e passou, ao menos, a rondar a área argentina.

A Argentina, por sua vez, passou a cadenciar o jogo, segurando a posso de bola e tentando infiltrações para surpreender a defesa belga novamente. O que ocorreu aos 27, quando Messi deu lindo lançamento em profundidade para Di Maria, que foi travado na hora do chute por Witsel.

O argentino caiu em campo com dores na coxa direita. Após receber tratamento, Di Maria tentou seguir no jogo, mas poucos minutos depois pediu a substituição. Enzo Perez entrou em seu lugar.

Mas Messi ainda estava em campo. Aos 38, ele recebeu a bola na entrada da área e, mesmo com três marcadores, conseguiu dominar a bola no peito e receber a falta. Na cobrança, tirou suspiros da torcida argentina ao mandar perto do canto superior esquerdo de Courtois.

No segundo tempo, a Bélgica voltou tentando pressionar, mas foi a Argentina que teve as melhores chances logo de cara. Primeiro, com Higuían, em chute que desviou na defesa, e, depois, com Lavezzi, em batida cruzada que passou por toda a área belga.

Higuaín teve grande oportunidade em seguida, ao puxar contra-ataque aos nove minutos, infiltrar a área sozinho e acertar o travessão de Courtois. Acuado, o técnico belga fez duas trocas aos 14, ao colocar Romelu Lukaku e Mertens no lugar dos apagados Origi e Mirallas.

O jogo ficou mais nervoso, dentro e fora de campo. Se nas arquibancadas brasileiros e argentinos travavam batalha de gritos de guerra, no gramado a Bélgica passou a empurrar a Argentina para seu campo de defesa.

Mas a defesa albiceleste se mostrou bem sólida nesta partida, com boas atuações da linha formada por Zabaleta, Demichelis, Garay e Basanta, além da forte cobertura de Mascherano e Biglia.

Messi teve a chance de matar o jogo em um contra-ataque, mas, de cara para Courtois, foi parado pelo goleiro. A Bélgica teve sua melhor chance no lance seguinte, mas Lukaku falhou. Fim de jogo e Argentina de volta às semifinais depois de 24 anos. Delírio da enorme torcida albiceleste no Mané Garrincha.

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