Vamos de poesia popular contra o gado insano. Eles odeiam poesia.
“Sou canalha, mas minha canalhice é técnica igual a beijo de novela” – (Ameba, na Rádio Barata)
Acho que vou virar santo, porque o tanto de gente ruim que eu tenho que aturar já me garantiu a vaga no céu.
Na minha canonização, não quero o pessoal da República Miliciana Bolsonarista Evangélica.
Dona Joice e o deputado Eduardo Bolsonaro brigando na internet. Ele a chama de porca, ela diz que ele é veado, isso na parte de melhor nível da competição.
Eu só peço que Eduardo Bananinha não chame dona Joice de puta. Aí é demais! Ameba já diz: nunca chame uma mulher de puta que você não sabe o passado de sua mãe nem o futuro de suas filhas!
“Brasil: esse estranho país de corruptos sem corruptores”. (Luis Fernando Veríssimo)
Em 2018, quando pensavam que minha criatividade havia acabado, eis que anunciei mais uma produção do espírito, doida para ser transformada em pura mercadoria. O livro de crônicas “Retrato molhado”.
A razão burguesa pede para eu intensificar a luta em defesa da valorização dos escritores ordinários e mequetrefes que cumprem intensamente seu papel de imbecilóides, para assegurar a garantia de tranquilidade da nação.
“Esse livro ‘Retrato molhado’ é bandeiroso!” – (Diogo Freitas)
O que diabo é “bandeiroso?”
Amigo falso compra esse livro e lê no banheiro. Amigo verdadeiro compra, mas só pra ajudar.
Fui multado no trânsito. Meu próximo adesivo: “Guiado por Deus, mas a multa vem no meu nome”.
“Se você tem um amigo que vale ouro, não perca tempo: venda!” – (Ameba, o mercenário)
“Aviso a quem me ofender: sou fluente em palavrões”. (Ameba, o crápula devasso)
Na CPI do Lobo Mau, ele disse que está sendo perseguido, não conhece Chapeuzinho e nem comeu a vovó.
Sou um sujeito quase normal, com dilemas, sonhos e ressacas. Só não tenho cartão de crédito.
Juro do cartão chega a 628% ao ano. Desse agiota insaciável estou livre.
O filme em cartaz no Brasil é uma mistura de comédia, drama, violência e absurdos.
“No fim das contas, esse papo de não ligar para o que as pessoas pensam da gente é pura balela. Do contrário ninguém se exibiria tanto no Facebook”. (Bono)
A mocinha olhando embevecida o retrato do candidato fodão e doidão, filho do Capitão. Eu perguntei: “Vai votar nele?” Ela: “Não, é que estudo comportamentos de psicopatas.”
“Tem pessoas que fazem as coisas acontecer, as que veem as coisas acontecer e as que perguntam o que aconteceu. Qual delas é você?” – (Kubitschek Pinheiro)
Há cinquenta anos, Zé Ramalho e Lula Côrtes visitaram a Pedra do Ingá e ficaram pirados com as informações que misturavam registros arqueológicos, mitos indígenas e intervenções alienígenas.
Os dois músicos experimentaram cogumelos de zebu, juntamente com Vavá da Luz, e, tocados pelos mistérios do lugar, gravaram o disco Paêbirú.
Este disco é raro. Custa atualmente cerca de quinze mil reais. Parte dos sons que compuseram o disco foi registrada no próprio local, de forma artesanal.
Diz a lenda que o próprio Vavá forneceu os cogumelos, diretamente dos estercos do gado de sua fazenda.
Rafael Grecca, ex-prefeito de Curitiba, apareceu em vídeo reclamando de quem vota no Flavinho Cagado e declarando apoio ao Lula.
Eu acho que Flávio Bala não abre seu sigilo de jeito nenhum. Abrir sigilo pra quem tem rolo é o mesmo que abrir a própria cova.
“Flávio Bolsonaro não quer ganhar a presidência para governar o país. Quer ganhar para não ser preso.” – (Rick Azevedo)
Para parecer rico, a pessoa compra roupa de grife falsa e discurso da direita.
O jogador Richarlison reclama que Flávio Bala roubou sua ilha. Devolva a ilha do Richarlison, senhor! E tire os olhos gulosos do meu país.
Compadre Moacir disse que todo dia lê primeiro o Blog do Tião Lucena e depois lê os Tijolinhos. Ser vice de Tião é o sonho de todo blogueiro.
Não sei se irei, porque tenho fobia social, mas será no dia 5 de novembro o lançamento do meu livro Uma abordagem da História de Bananeiras na pancada do ganzá cordelístico, entre outras obras do Prêmio Literário José Lins do Rego de 2025. O evento está programado para 17 horas na Academia Paraibana de Letras.
“Flávio Bolsonaro não abre seu sigilo bancário porque tem uma vida podre e corrupta”. – (Lula)
O barbeiro evangélico Antonio Otávio, amolando a navalha, perguntou ao cliente: “o senhor está preparado para se encontrar com Jesus?” O homem pulou da cadeira e saiu correndo.
Meu amigo Geraldo Almeida Aguiar, pai do escritor André Ricardo Aguiar, conheceu Antonio Otávio em Itabaiana.
“Esses tijolinhos do Mozart são queimados com pau de angico”. – (Joca Silveira)
Realmente, tijolo de qualidade, maciço e resistente, só com lenha de angico.
Na olaria, a lenha de angico produz um braseiro extremamente quente e duradouro. Esse calor intenso garante que o tijolo de argila seja “cozido” (queimado) por completo, de forma uniforme.
Na minha terra, Itabaiana, havia um oleiro chamado Babá, figura folclórica. Chegou a ser prefeito da cidade. Ele costumava dizer que olaria que queima angico não tem forno, tem a boca do inferno!
Bolsonaro sabia e concordou com o plano de matar Lula e Alckmim. Metade do povo brasileiro também aprova esse método de combate mafioso covarde.
No dia do poeta, o carteiro entregou em Brejo do Cruz ao ator Edilson Dias o livro “O último poema de Zé da Luz”, de Fábio Mozart e Sérgio Ricardo.
Militantes da campanha de Lula competindo com as Testemunhas de Jeová, indo de casa em casa. Esse fogo é de anjico.
Tijolinhos para Margaret Bandeira e Clenia Golzio, leitoras dos tijolinhos.
VERSO DO DIA
Lembrança de um canto ausente
É o que nos resta agora.
Chega a chuva de repente,
Molhando o rosto da aurora.
Neste contraste que espanta,
Já que o sabiá não canta,
A natureza é que chora!
Hosmá Passos