conselho de saúdeA Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil do Valentina de Figueiredo, na zona sul da capital paraibana, não dispõe do número suficiente de intensivistas para atender os leitos disponíveis. Uma visita de inspeção do Conselho Municipal de Saúde de João Pessoa (CMS-JP), realizada na semana passada, verificou que o hospital só tem pessoal para acompanhar seis dos dez leitos disponíveis.

Esse é apenas um dos inúmeros problemas encontrados pela comitiva do CMS-JP, que passou parte da tarde do último dia 9 verificando in loco as dificuldades daquela unidade hospitalar. O grupo foi composto também por representantes do Sindicato dos Médicos, Conselho Regional de Enfermagem (COREN-PB) e do Conselho Regional de Farmácia (CRF-PB). O vereador Leo Bezerra também acompanhou a visita.

O Valentina também não dispõe de farmacêutico responsável pela unidade. E foram registrados problemas entre os usuários e componentes da Guarda Municipal que fazem a segurança do local. Termômetros obsoletos e leitos sem lençóis também foram verificados pelos conselheiros.

A equipe recebeu ainda reclamações variadas sobre desabastecimento de medicamentos e insumos, como seringas, álcool, escalpos gel. Segundo a diretora da Unidade, Dra. Carmen Gadelha, o Hospital não dispõe de autonomia financeira e todas as compras acontecem via Secretaria de Saúde. “O ideal seria que a Secretaria nos repassasse uma pequena quantia semanal para compras imediatas e emergenciais, algo em torno de três mil reais, o que evitaria as demoras na reposição dos insumos, principalmente”, defendeu a gestora.

SAUNA HOSPITALAR

Todos os aparelhos de ar-condicionados das enfermarias estão quebrados. As famílias com crianças internadas, quando podem, trazem ventiladores de casa. Pontos de mofo nas paredes das enfermarias também são um quadro comum.

Segundo o presidente do CMS-JP, Jailson Vilberto Sousa, seria importante que o hospital revisse todo seu fluxo de atendimento. “Para nós o mais urgente seria contratação de pessoal para completar todas as equipes, desde o pessoal de apoio até os profissionais da saúde. A própria diretora está tendo que se desdobrar atuando como evolucionista na unidade”, comentou.

Dalmo Oliveira DIÁRIOPB

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