Este é o mágico Mister Kaltos, trabalhando em uma sessão especial para o dia das crianças em Mari, década de 90. Ao seu lado, compadre Neneu Batista, ajudante do mágico.
Mister Kaltos era o nome artístico de Luiz Marinho de Mello, que morreu aos 87 anos. O mágico é um dos principais símbolos do circo. Meu tio rodou com os maiores circos do país pela América Latina. Vivia na roda viva do espetáculo que não podia parar, até que cansou da estrada e veio parar em Mari.
Mister Kaltos foi a alegria das crianças e adultos com seus números de magia e seus bonecos ventríloquos. Sua vontade infantil de criar ilusões o nivelava às crianças. Um meninão que amava os animais e os pequeninos.
Grande figura humana, esse meu tio Mister Kaltos.
Os times chorando por causa de bets e as torcidas fazendo o L…
Vamos virar esse jogo, torcida brasileira!
No filme de terror, a empregada é demitida porque tá velha demais e dá um boneco amaldiçoado de presente pro filho do casal ao sair.
Essa é a única negociação com o patrão possível: uma maldição.
“Sou médica psiquiatra e voto no Lula porque o Bolsa Família foi associado à redução de 54% na morte de mulheres por suicídio, em estudo da Fiocruz//Cidacs, prevenindo 700 mil mortes”. – (Elisa Brietzke)
Corro o risco de ser trucidado em praça pública, mas não perco a piada: “Se reza e água benta desse jeito em catarata, o Papa não usava óculos”.
Seu Pedrinho tem mais de oitenta anos. É dele essa comunicação oral: “Velho não faz sexo, faz sax. O que vale é a embocadura.”
A embocadura é o posicionamento e o uso dos lábios, da musculatura da face, dos dentes e da coluna de ar do músico para produzir som em instrumentos de sopro.
Fundei o PT em Itabaiana e Mari. Abandonei a política partidária há mais de 30 anos. Hoje sou um simples e desmotivado eleitor.
Em 25 de outubro, dia do meu aniversário, votarei pela última vez no Lula que fará 80 anos dois dias depois.
Hoje é o dia 13, e eu sou torcedor do Treze de Campina Grande.
Além de eleitor do 13.
“Não sei para onde caminha a humanidade. Mas, quando souber, vou para o outro lado” – (Luis Fernando Veríssimo)
As eleições deste ano tiveram ao menos 23 candidatos investigados sob suspeita de vínculos com o crime organizado. Três deles foram eleitos.
Um deles ameaça se eleger em 25 de outubro.
Se o humano tivesse dado certo não estaríamos preocupados com baratas humanoides esquizofrênicas ou fascistas.
O ator Edilson Dias, de Brejo do Cruz, foi o primeiro comprador do livro “O último poema de Zé da Luz”, de Fábio Mozart e Sérgio Ricardo Santos, com prefácio de Palmerí de Lucena.
O livro faz parte das comemorações dos cinquenta anos de fundação da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz.
Vamos encerrar o ano com mais uma publicação comemorativa do cinquentenário da Sociedade Zé da Luz. Será uma coletânea de crônicas, contos e poemas dos nossos associados. Coisa fina, saindo pela Editora Zé da Luz.
Nesta coletânea aparece a poeta Katiucia Keller, mariense radicada em Bananeiras, com um trabalho surpreendente, de ótima qualidade, entre outros bons escritores, como o próprio Palmarí de Lucena.
Meus livros e cordéis continuam à venda no Celeiro Espaço Criativo, Hotel Globo, no centro histórico de João Pessoa.
Sonsinho no bar: “O senhor tem ovo?” “Tenho não”. “Meu Deus, caparam o homem!”
Madame Preciosa desfilando com uma camiseta: “As gostosas votam no Lula”.
“Pode seguir a tua estrela / o teu brinquedo de star / fantasiando um segredo / no ponto aonde quer chegar / Bete Balanço, meu amor / me avise quando for a hora”. – (Cazuza)
Uma mulher de mais de 90 anos sai pelas ruas de São Paulo com um megafone na mão, gritando palavras de ordem contra o retrocesso bolsonarista. Ela se chama Luiza Erundina.
“Se me chamar de político, eu te processo por calúnia e difamação!” – (Bento Júnior)
Houve época em que eu brigava muito na política. Nas rodas de cachaça, a gente só não se pegava no tapa porque ninguém conseguia localizar bem o outro na sua frente. Já fui até intimado pelo Exército por causa de denúncia de um certo prefeito reacionário, nos tempos da ditadura.
Hoje estou enveredando pelo perigoso caminho da galhofa quando o assunto é política. Desacreditei geral.
Neste ano saio, no entanto, do meu autoexílio para torcer pela vitória desse Lula, com quem já beberiquei cachaça Pitu, porque o assunto é sério.
Sou da geração que viveu a ditadura. Quem foi mordido de cobra tem medo até de minhoca!
O eleitor Ameba pede ao seu candidato que, se eleito, acabe com o exame de próstata. “É uma humilhação pro cabra machão!”, reclama o organismo eucariótico unicelular, popularmente conhecido por Ameba.
Eu sendo candidato derrotado, mandaria uma mensagem nos seguintes termos: “Usando das prerrogativas que me conferem o pomposo cargo de membro suplente do PSV (Partido dos Sem Votos), mando cordialmente todos os eleitores à merda”.
Sinal dos tempos: passei em silêncio, o vizinho respondeu com outro silêncio. Ambos somos eleitores da chamada maioria silenciosa.
E as pesquisas, foram compradas ou não? Tem pesquisa onde candidato ganha até do Papa.
Candidato que acredita em pesquisa deveria tomar uma pílula anti-decepcional.
A estatística é a arte de mentir com precisão e ciência. Egocêntrico que sou, só acredito em pesquisa onde conste meu nome.
Não vote em ficha suja, nem dê chance ao filho do bunda suja.
Ontem (12) foi o aniversário de Buda Lira, ícone das artes cênicas paraibanas. Tijolinhos retroativos de parabéns.
VERSO DO DIA
Sem ter raiz, a tropa suicida
Se veste de excremento e cheira cola,
Parteja a morte, come e bebe a vida
Que o capital lançou, granada-esmola
Do grande arsenal que é uma ferida
Olhando do buraco da sacola
Vazia, de aversão e fel inchada,
Assim caminha a minha pátria armada.