Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores em Timbaúba, Pernambuco. Ontem, 8 de abril, Timbaúba completou 137 anos de fundação. Foi nesta cidade que minha mãe começou a sofrer as dores do parto e me botou no mundo, há setenta anos. “Vá onde você for, mas nunca se esqueça de onde você veio.”
Em abril de 2020, um blogueiro de São Miguel de Taipu escreveu: “o prefeito dá entrevista e dará maior enforque ao coronavírus”. Devia ser uma nova tática da saúde em São Miguel, enforcar o bicho.
Uma peste de muriçocas invadiu João Pessoa. Aqui em Jaguaribe, as carapanãs ferram até cavalo de carrocel.
Há cinco anos os Tijolinhos indagavam: Por que a grande mídia publica todo dia as falas escrotas e imbecis do Bozó e não dizem nada do que fala o meu amigo Ameba, sendo que os dois têm a mesma importância na fila do pão? (E o Ameba não tem nada a ver com milícias)
“Eu compus metamorfose ambulante aos 12 anos de idade ou menos.” – (Raul Seixas)
Eu redigi e publiquei um jornal aos quinze anos. E depois fui ser cover de Raul Seixas.
“Cada brasileiro deve fazer uma lista de cinco coisas erradas que ele faz todo dia para poder falar de combate à corrupção” – Anísio Maia
André Ricardo Aguiar, sobre os doidos que não acreditam que o homem pisou na lua: “são uns lunáticos”.
Há alguns anos, tempos da pandemia, eu sozinho no meu quarto, madrugada a dentro, fazia doidas indagações para o mundo em silêncio: Quem vai pagar o pato e quem vai purgar a peita? Quem vai peitar o puto e acordar no ponto?
Quem vai sacar o saldo bancário do sacripanta salafrário? Quem vai acordar os insones e os insanos? Quem vai dominar a imprensa dominante?
Onde se esconde meu futuro que passou? Onde entro em cena se tudo vale a pena se a arma não é pequena? Onde vamos assar nosso galeto longe do aquecimento global? Onde está o cano para onde vamos? Onde está Queiroz?
Onde posso achar graça no meio da desgraça? Onde está o resultado do exame do Diabo? Onde injetaram anestesia nesse povo varonil? Cadê o homem só e solitário em sua escravidão disfarçada? Cadê a lanterna de Diógenes que se apagou ao vento leste?
Cadê Tereza? Cadê os olhos compreensivos da morte puxando pela gola os vis mortais? Cadê o circo dos horrores das quebradas coronaviradas? Cadê o pop star que jamais esteve? Cadê a opulência do mundo espetacular que desengrenou?
Cadê o palco colorido encobrindo a desordem do mundo real? Cadê o banqueiro espertalhão que se lascou no vírus corona? Cadê os milhares de seres humanos na barca do purgatório clamando por álcool gel? Cadê a barca do Paraíso com o Papa Chico remando com um remo só?
Tem um tal de Zé Trovão, de Pedras do Fogo, que prometeu se vestir de mulher caso seu candidato não ganhasse a eleição. O candidato não ganhou, Zé Trovão não cumpriu a promessa. Mandou dizer que estava menstruado.
“As rádios comunitárias tocavam o disco da nossa banda e não pediam nada. Nas rádios comerciais, eles cobram um absurdo. O valor artístico da obra não é levado em consideração nesse espaço de rádio, o que vale é o jabaculê.” – Carlão Melo em abril de 2015, no programa Alô Comunidade. https://www.youtube.com/watch?v=9NRe20U_hp4
Flávio Rachadinha, o espião dos Estados Unidos, quer nomear seu irmão, Eduardo Bananinha, embaixador do Brasil na terra de Donald Trump. Seremos colônia dos americanos, sob a direção da família Bolsonaro.
Virose: não desejo pra ninguém, mas, se quiserem saber o que é bom pra tosse…
Oração do candidato cristão no dia da eleição: “Que Deus ilumine a humanidade neste dia, mas deixe os caminhos do meu concorrente um pouco no escuro”.
O primeiro beijo gay do horário nobre da TV Globo foi na novela “Amor à vida”. Madame Preciosa disposta a dar o primeiro beijo grego na TV.
O falso Plano Cohen, atribuído aos comunistas, foi escrito por militar integralista, Olímpio Mourão Filho. O mesmo que comandou em 64 o deslocamento de tropas de Minas para o Rio, dando início a uma nova ditadura. Esse último episódio é conhecido como “Operação Popeye”, alusão ao hábito de Mourão de fumar cachimbo. Mas isso é outra história.
Em abril de 2016, a Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz realizou exposição das obras de Otto Cavalcanti – De Itabaiana a Barcelona, Fundação Casa de José Américo. Ele está no meu livro Artistas de Itabaiana.
O premiadíssimo cineasta Torquato Joel esteve no Festival de Arte de Areia em 2011, onde se encontrou com o outro monstro sagrado do cinema nacional, o itabaianense Vladimir Carvalho, que disse: “Torquato, ajude a salvar minha cidade que está sofrendo de insuficiência cultural crônica, com uma degradação visual, social e econômica que dá dó”.
Vladimir Carvalho está no meu livro Artistas de Itabaiana, a ser relançado ainda em abril.
Mais uma notícia atrasadíssima: o famoso Conde Mozart autografou seu livro “Laranja romã” no dia 27 de abril de 2018, no Salão do Artesanato Paraibano”. Quem compareceu levou um livro autografado, um folheto de safadeza e um raro abraço desse estranho e extravagante poeta de mesa de bar.
Ben-Hur Oliveira é um ativista cultural de Serra da Raiz. Entre o século XIX e primeira metade do século XX, a Terra de Iniguaçu muito se destacou no cenário político-cultural paraibano. Bem-Hur se propõe a publicar matérias de jornais, revistas e livros em que a histórica Serra da Raiz é citada.
“Tudo o que o leitor vai dispor é o que, ao longo do tempo, fomos coletando no Museu do Homem Serrano para conhecermos melhor a nosso cotidiano histórico; é o fruto de trabalho, árduo mais prazeroso, de pesquisa em institutos, fundações e também do compartilhamento de amigos, a quem muito agradecemos”, disse Bem-Hur.
Hoje eu senti saudade genuína de minha cidade Timbaúba, das pessoas que nunca mais vi, nem sei se ainda continuam respirando nesse mundo.
Pretendo voltar a Serra da Raiz para lançar um folheto. Por enquanto, envio os tijolinhos de amizade e respeito ao povo de lá.
VERSO DO DIA
Rubens Jardim invulgar
Remando contra a maré:
“Lugar de poeta é
Onde possa inquietar”.
Fábio Mozart
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