Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabeleceu um novo recorde de votação nas eleições presidenciais brasileiras, ao conquistar 64.239.788 votos válidos no pleito de 2026. O resultado corresponde a 51,78% dos votos e supera a marca obtida pelo próprio presidente na eleição de 2022, segundo os números apresentados no levantamento.
A disputa também entrou para a história pela votação alcançada por Flávio Bolsonaro, que recebeu 59.818.160 votos, o equivalente a 48,22%. Os números mostram a dimensão da polarização eleitoral e colocam os dois candidatos entre os mais votados da história do país.
O recorde ocorre em um cenário de crescimento do eleitorado brasileiro, no qual a quantidade absoluta de votos conquistados pelos candidatos tem aumentado ao longo das últimas décadas.
Histórico das eleições presidenciais
Desde a retomada das eleições diretas, em 1989, diferentes candidatos alcançaram marcas expressivas nas urnas. Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro protagonizaram disputas que ajudam a compreender a evolução do comportamento eleitoral no Brasil.
Confira os resultados dos presidentes eleitos em cada pleito:
- 1989: Fernando Collor de Mello — 35.089.998 votos (53,03%).
- 1994: Fernando Henrique Cardoso — 34.336.091 votos (54,28%), eleito no primeiro turno.
- 1998: Fernando Henrique Cardoso — 35.936.540 votos (53,06%), eleito no primeiro turno.
- 2002: Luiz Inácio Lula da Silva — 52.793.364 votos (61,27%).
- 2006: Luiz Inácio Lula da Silva — 58.295.042 votos (60,83%).
- 2010: Dilma Rousseff — 55.752.529 votos (56,05%).
- 2014: Dilma Rousseff — 54.501.108 votos (51,64%).
- 2018: Jair Bolsonaro — 57.797.847 votos (55,13%).
- 2022: Luiz Inácio Lula da Silva — 60.345.999 votos (50,90%).
- 2026: Luiz Inácio Lula da Silva — 64.239.788 votos (51,78%).
A comparação demonstra como os números absolutos das votações presidenciais cresceram ao longo do período. Lula já havia ultrapassado a marca de 60 milhões de votos em 2022 e, conforme os dados apresentados, ampliou esse resultado em 2026.
Abstenção registra queda
Outro destaque da eleição foi a redução do número de eleitores que deixaram de comparecer às urnas. A abstenção ficou em 19,21% em 2026, o menor percentual desde 2014, conforme os dados informados.
Nas eleições anteriores, os índices foram mais elevados. Em 2014, a taxa de abstenção no segundo turno foi de 21%. Em 2018, chegou a 21,16%, enquanto, em 2022, ficou em 20,42%.
A diminuição da ausência dos eleitores contribui para contextualizar o recorde de votos registrado na disputa mais recente. A ampliação do eleitorado apto a votar e o comparecimento às urnas são fatores importantes para compreender a evolução dos números eleitorais brasileiros.
O resultado de 2026, portanto, reúne duas marcas expressivas: a maior votação absoluta atribuída a um presidente eleito desde a redemocratização e uma taxa de abstenção inferior à observada nos pleitos presidenciais anteriores mencionados no levantamento.
Redação/DiárioPB