RonyIntensidade, goleiros inspirados e festa rubro-negra. Num jogo eletrizante na noite desta quarta-feira, na Arena da Baixada, Santos e Julio César foram exigidos em diversas oportunidades, mas prevaleceu a eficiência do Furacão. Com gols de Renan Lodi e Rony, o Atlético-PR fez 2 a 0 no Fluminense, neutralizou as principais peças do adversário e saiu na frente na disputa por uma vaga na decisão da Sul-Americana.

Atlético-PR e Fluminense decidem a vaga na decisão da Sul-Americana no dia 28 de novembro, no Maracanã. O Tricolor precisa vencer por três gols de diferença para garantir a classificação. Neste fim de semana, as equipes entram em campo pelo Brasileirão: no sábado, às 19h, o Furacão recebe o Cruzeiro; no domingo, às 19h, o Tricolor encara o Sport, no Maracanã.

Foram 45 minutos acelerados na Arena da Baixada. Santos e Julio César precisaram salvar os times no início. O goleiro do Atlético-PR parou cabeçadas de Gum e Luciano, no mesmo lance. O do Tricolor, com a perna direita, evitou o primeiro de Pablo, mas não parou Renan Lodi: aos 18, livre na entrada da área, o lateral-esquerdo bateu duas vezes até encontrar o canto direito e abrir o marcador para o Furacão.

O Fluminense sentiu o gol e foi pressionado. Julio voltou a trabalhar em dois lances contra Marcelo Cirino e fez defesa incrível com a mão esquerda em finalização de primeira de Lucho, já na grande área. O Furacão quase se complicou em erro individual: Everaldo aproveitou saída ruim de Thiago Heleno, invadiu a área pela esquerda e bateu de bico, mas parou em Santos.

O jogo mudou na segunda etapa. Menos intenso, o Furacão viu o Fluminense ensaiar pressão no início, mas sem muita efetividade. Os melhores lances apareceram em chutes de longe de Sornoza e Bruno Guimarães. Mas Tiago Nunes foi cirúrgico no banco de reservas: o treinador sacou Cirino, desgastado, e colocou Rony. Os donos da casa ganharam terreno e aproveitaram as falhas da marcação para agredir o adversário: Pablo acertou o travessão, mas Rony, depois de parar em Julio César, completou de cabeça – no alto dos seus 1,67m – o cruzamento de Renan Lodi, sem chance para o goleiro, e definir o placar: 2 a 0.

O Atlético-PR contou com o que de melhor apresentou na Sul-Americana: a eficiência do ataque. Com mais duas bolas na rede nesta quarta-feira, o Furacão chegou a 17 gols em nove jogos, melhor marca da edição de 2018. Nikão e Pablo não marcaram, mas seguem como principais artilheiros da equipe, com três gols cada.

GE

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