A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), deverá anunciar nesta terça-feira (17) que não renunciará ao mandato para disputar uma vaga no Senado Federal. A informação foi divulgada pelo site Saiba Mais, com base em fontes ouvidas pela reportagem, e será oficializada em entrevista coletiva prevista para o fim da tarde, na sede do partido.Antes do anúncio, a governadora se reuniu com aliados durante um almoço na sede da Governadoria para alinhar o conteúdo da comunicação. Participaram do encontro nomes como o pré-candidato ao governo Cadu Xavier, a deputada federal Natália Bonavides, o líder do governo Francisco do PT, a presidente estadual do partido Samanda Alves, além de auxiliares da gestão.
A possibilidade de desistência da candidatura ao Senado já vinha sendo sinalizada pela própria governadora. Em entrevista ao programa “Band Mulher”, na última quarta-feira (11), Fátima afirmou que ainda avaliava o cenário político antes de tomar uma decisão definitiva. “Agora, o que posso dizer neste momento é que tenho uma grande responsabilidade com o nosso estado. Em 2018, a maioria do povo do Rio Grande do Norte foi às urnas e me escolheu governadora. Em 2022, voltou às urnas e me reelegeu. Isso gera uma responsabilidade muito grande”, declarou.
Apesar de ter sido incluída pelo diretório nacional do PT, no início de março, em uma lista de 27 candidaturas ao Senado para as eleições de 2026, a governadora reavaliou sua posição diante das dificuldades do cenário político local. Entre os fatores decisivos esteve a tentativa frustrada de viabilizar o nome de Cadu Xavier em uma eventual eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
Sem garantir os votos necessários para vencer uma eventual eleição indireta na Assembleia Legislativa, o governo avaliou que a renúncia poderia abrir caminho para a oposição assumir o comando do Executivo estadual. Diante desse risco, Fátima optou por permanecer no cargo até o fim do mandato.
Com a decisão, a tendência é que a candidatura do PT ao Senado seja assumida por Samanda Alves, atual presidente estadual da legenda. Já Natália Bonavides, que também chegou a ser cogitada, reafirmou que disputará a reeleição à Câmara dos Deputados.
Para a segunda vaga na chapa majoritária ao Senado, o nome mais provável é o do ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates (PDT).
Nos bastidores, também circulam especulações de que, como compensação pela desistência da disputa ao Senado, Fátima poderia ser indicada para o comando do Ministério da Integração Nacional em um eventual segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, no entanto, essa possibilidade não foi confirmada oficialmente.
Com Brasil 247
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