POLÍCIA FEDERAL

Diretor-geral da PF denuncia pressão e reage a intimidações no caso Master

Andrei Rodrigues garante investigação “até o fim” e cita “fraude do sistema financeiro de dezenas de bilhões de reais”

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, declarou que a corporação seguirá conduzindo até o fim as investigações sobre suspeitas de fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro, mesmo diante de pressões e críticas públicas. Segundo ele, o trabalho investigativo não será interrompido ou influenciado por tentativas de intimidação, relata o G1.A manifestação ocorre em um momento em que o inquérito avança no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça, que recentemente determinou a retomada do andamento regular das investigações, incluindo a realização de perícias e depoimentos.

Ao comentar o caso, Andrei Rodrigues foi enfático ao defender a autonomia da PF e a continuidade das apurações. “Nós vamos investigar e fazer o nosso trabalho até o fim. Nós não vamos ser intimidados por ninguém, por quem quer que seja”, afirmou.

O diretor-geral também criticou o que classificou como tentativas de desviar a atenção do foco central das investigações, além de ataques direcionados à instituição. “A Polícia Federal tem sido vítima (…) de ataques covardes e ataques inaceitáveis à nossa instituição”, declarou.

Ele ainda destacou que parte do debate público tem priorizado temas paralelos, sem relação direta com as suspeitas investigadas. “O que se fala hoje é da intimidade de um casal, é fofoca, é ruído. E temos, repito, uma fraude do sistema financeiro de dezenas de bilhões de reais”, disse.

As declarações fazem referência indireta à repercussão de conteúdos envolvendo a vida pessoal de Daniel Vorcaro, enquanto a PF analisa um amplo conjunto de provas reunidas no inquérito. A corporação, no entanto, reforça que o foco permanece nas suspeitas de irregularidades financeiras de grande escala.

No âmbito judicial, o ministro André Mendonça restabeleceu o fluxo normal das investigações em fevereiro, permitindo a retomada de diligências e restringindo o acesso às informações apenas aos agentes diretamente envolvidos. A medida buscou proteger o inquérito de interferências externas e vazamentos.

Além disso, Mendonça retirou limitações anteriormente impostas pelo ministro Dias Toffoli, devolvendo maior autonomia operacional à Polícia Federal. Com isso, o caso passa a avançar conforme os critérios técnicos das equipes responsáveis.

O processo segue em andamento no STF, com a continuidade das apurações, incluindo novas perícias e depoimentos, enquanto se aguarda uma decisão sobre a possível prorrogação das investigações nos próximos dias.

DiárioPB com Brasil 247

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Redação DiárioPB

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