BRASIL

Desemprego cai para 5,4% e registra menor índice da história para o mês de junho

Taxa de desocupação cai no trimestre e no ano, com mercado de trabalho somando 103,1 milhões de pessoas ocupadas no Brasil

A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre móvel encerrado em junho de 2026. O resultado representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março do mesmo ano, quando o índice marcava 6,1%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior (abril a junho de 2025), época em que a taxa figurava em 5,8%, o indicador registrou retração de 0,4 ponto percentual, informa a Agência IBGE Notícias.

Com a retração da taxa, a população desocupada caiu para 5,9 milhões de pessoas, acumulando um declínio de 10,9% na comparação com o trimestre de janeiro a março de 2026 — uma redução direta de 718 mil pessoas que deixaram a desocupação. Frente ao mesmo trimestre móvel do ano passado, quando havia 6,3 milhões de desocupados, a redução foi de 6,3%, o que equivale a 392 mil pessoas a menos na força de trabalho em busca de emprego.

Contingente de ocupados atinge 103,1 milhões de pessoas

A população ocupada no país chegou ao patamar de 103,1 milhões de trabalhadores no trimestre de abril a junho de 2026. O contingente apresentou expansão de 1,1% em relação ao trimestre móvel anterior, o que representa um acréscimo de 1,081 milhão de pessoas ocupadas.

No confronto com o mesmo período de 2025, no qual o Brasil contabilizava 102,3 milhões de trabalhadores, a variação positiva foi de 0,7%, significando um ganho de 742 mil pessoas no contingente de ocupação.

O nível de ocupação — percentual que mede a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar — foi estimado em 58,8%. O número marca um avanço de 0,5 ponto percentual na comparação com o trimestre encerrado em março de 2026 (58,2%). Na comparação com igual trimestre de 2025, o indicador manteve estabilidade estatisticamente significativa.

Quedas expressivas na subutilização e no desalento

A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 12,9% no trimestre encerrado em junho, recuando 1,4 ponto percentual frente aos 14,3% registrados no trimestre de janeiro a março de 2026. Em relação ao período de abril a junho de 2025 (14,4%), a queda foi de 1,5 ponto percentual.

O contingente total de pessoas subutilizadas no Brasil fechou em 14,7 milhões. Esse volume caiu 10,1% frente ao trimestre de janeiro a março de 2026, quando havia 16,3 milhões nessa condição — uma diminuição de 1,642 milhão de pessoas. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, quando a subutilização somava 16,5 milhões de pessoas, a queda foi de 11,0% (menos 1,809 milhão de pessoas).

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas somou 4,1 milhões de pessoas, recuando 6,6% (menos 290 mil trabalhadores) ante o trimestre anterior e 11,5% ante o mesmo período de 2025, quando o país somava 4,6 milhões nessa situação.

O número de pessoas desalentadas também apresentou recuo acentuado, caindo para 2,3 milhões. A retração foi de 14,7% frente ao trimestre móvel de janeiro a março de 2026 (menos 395 mil pessoas). Na comparação anual com o segundo trimestre de 2025, quando o país registrava 2,8 milhões de desalentados, a queda atingiu 17,0%.

O percentual de desalentados ficou em 2,1% no trimestre de abril a junho de 2026, registrando queda de 0,4 ponto percentual tanto em relação ao trimestre anterior (2,4%) quanto em relação ao mesmo período de 2025 (2,5%).

Comportamento das categorias de emprego e força de trabalho

Entre os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, o contingente somou 39,4 milhões de pessoas, mantendo estabilidade tanto na comparação com o trimestre anterior quanto no confronto com o período de abril a junho de 2025.

Por sua vez, os empregados no setor privado sem carteira assinada somaram 13,6 milhões de pessoas, com alta de 2,2% (mais 288 mil pessoas) frente ao trimestre encerrado em março. Na comparação anual com 2025, o quadro foi de estabilidade.

Os trabalhadores do setor público atingiram 13,0 milhões de pessoas, uma elevação de 2,6% ante o trimestre de janeiro a março de 2026, enquanto na comparação com igual trimestre do ano anterior não houve variação estatística significativa. Já a categoria de trabalhadores por conta própria permaneceu estável em ambas as comparações, totalizando 26,1 milhões de pessoas.

A população fora da força de trabalho foi estimada em 66,5 milhões de pessoas, registrando estabilidade ante o trimestre de janeiro a março de 2026, mas expansão de 1,5% (mais 971 mil pessoas) na comparação anual. Já a força de trabalho total somou 108,9 milhões de pessoas, um aumento de 0,3% (363 mil pessoas a mais) em relação ao primeiro trimestre, enquanto na comparação anual permaneceu estável.

Dinâmica por grupamentos de atividade econômica

Frente ao trimestre de janeiro a março de 2026, dois grupamentos de atividade apresentaram crescimento no total de trabalhadores ocupados:

  • Transporte, armazenagem e correio: alta de 3,9% (acréscimo de 235 mil pessoas).
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: crescimento de 2,6% (acréscimo de 489 mil pessoas).

Os demais setores não tiveram variações estatisticamente significativas na comparação trimestral.

Na comparação anual com o trimestre móvel de abril a junho de 2025, os mesmos dois grupamentos mostraram expansão: Transporte, armazenagem e correio (4,9%, ou mais 293 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,9%, ou mais 541 mil pessoas). O grupamento de Serviços domésticos, por outro lado, sofreu redução de 5,0% na comparação anual, com 289 mil pessoas a menos.

Rendimento médio e massa salarial habitual

O rendimento real habitual recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.738 no trimestre encerrado em junho de 2026. O indicador apresentou estabilidade frente ao trimestre de janeiro a março de 2026, mas registrou expansão de 2,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 380,3 bilhões. O montante ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior, porém avançou 3,6% no confronto anual com o trimestre de abril a junho de 2025, significando uma adição de R$ 13,2 bilhões na economia brasileira.

Na análise por setores de atividade econômica, o rendimento médio mensal habitual no trabalho principal não apresentou crescimento em nenhuma categoria na comparação com o trimestre encerrado em março de 2026. Houve, inclusive, redução no grupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-2,8%, ou menos R$ 145).

Já na comparação com o segundo trimestre de 2025, o rendimento médio registrou aumento expressivo em três grupamentos:

  • Outros serviços: alta de 7,5% (mais R$ 211).
  • Transporte, armazenagem e correio: alta de 4,3% (mais R$ 142).
  • Serviços domésticos: alta de 4,0% (mais R$ 55).

Os demais setores não apresentaram variação significativa nos rendimentos na comparação anual.

DiárioPB com Brasil 247

Redação DiárioPB

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