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Desemprego bate recorde e atinge 13 milhões de pessoas

Em apenas uma semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou um aumento de 1 milhão de pessoas na fila do desemprego.

Os dados da versão especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PnadCovid 19), divulgada semanalmente com levantamentos sobre o emprego durante a pandemia, se refere à última semana de agosto, quando a taxa de desemprego atingiu 14,3% – a maior desde o início do levantamento. Na pesquisa anterior, da terceira semana do mês, a taxa de desocupação era de 13,2%. Em maio, de 10,5%.

Assim, o número de desempregados, considerando apenas os que efetivamente procuraram trabalho nos dias antecedentes à pesquisa, chegou a 13,7 milhões de pessoas.

O diagnóstico do IBGE é que a flexibilização do isolamento fez com que pessoas que não estavam procurando emprego por conta da pandemia tenham voltado à busca, fazendo com que esse número explodisse.

“No início de maio, todo o mundo estava afastado, em distanciamento social, e não tinha uma forte procura [por emprego]. O mercado de trabalho estava em ritmo de espera para ver como as coisas iam se desenrolar. As empresas estavam fechadas e não tinha local onde essas pessoas pudessem trabalhar. Então, à medida que o distanciamento social vai sendo afrouxado, elas vão retornando ao mercado de trabalho em busca de atividades”, apontou a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

No entanto, a margem de crescimento do desemprego também se deve à redução da ordem de 1,7 milhões de trabalhadores no número de pessoas ocupadas, segundo a pesquisa. A PNAD COVID19 estimou em 82,2 milhões a população ocupada do país na semana de 23 a 29 de agosto e uma queda em relação à semana de 3 a 9 de maio (83,9 milhões de pessoas).

De acordo com o IBGE, da terceira para a quarta semana de agosto houve um aumento na taxa de informalidade para 34% – ante 33,4% anterior. A soma de trabalhadores em atividades informais chegou a 27,9 milhões de pessoas – 300 mil a mais. Apesar do aumento no número de informais, esse dado também não foi suficiente para reduzir a taxa de desemprego.

O levantamento foi feito entre os dias 13 e 29 de agosto. Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país. Os dados da Pnad Contínua mais atuais são referentes a julho, e apontaram uma alta do desemprego para 13,3%, com queda recorde no número de ocupados.

Fonte: https://pcdob.org.br/

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