Carta Capital define os brasileiros: bananas

Carta Capital define os brasileirosA revista “Carta Capital” define os brasileiros em sua capa desta semana: “Yes. nós somos bananas”.

Uma longa reportagem expõe a dura realidade da corrupção e do fisiologismo do governo e a sucessão de vexames do Brasil comandado por Michel Temer, além da passividade da população diante dos absurdos.

O texto enumera dezenas de casos do Brasil de 2017.

Confira abaixo alguns trechos:

“MICHEL TEMER não se sentiu à vontade no Alvorada – o palácio do qual se apropriou indevidamente. Tentou amenizar os dramas da ilegalidade reformando o lugar. Gastou 27 mil reais do dinheiro do contribuinte para abrigar os gadgets de Michelzinho e os /ooks de dona Marcella. Em vão: acabou voltando para o ninho dos vices, o Palácio do Jaburu. Os morcegos, só eles, não o teriam assustado. Mas o Alvorada tem fama de mal- assombrado. Fez bem Temer em fugir dali. Se houver fantasma por perto, logo aparecerá aquele de Claudio, o rei usurpador de Hamlet.

O MINISTRO DA CULTURA DO GOLPE, Sérgio Sá Leitão, teve uma bela amostra da turma com quem se meteu. Foi convocado à Câmara de Deputados para explicar por que a mostra Queermuseu, que o Santander tirou de cartaz em Porto Alegre ao ceder a pressões dos viúvos da ditadura, recebeu dinheiro público através da Lei Rouanet. Sintomaticamente, quem se ocupa na Câmara de um tema ligado às artes é a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Ou seja, no Brasil do golpe, arte é caso de polícia.

O DEPUTADO ALAGOANO GIVALDO CARIMBÃO (sic), que se diz coordenador de uma “Frente Parlamentar Católica”, desacatou o ministro e disse que gostaria de ver a mãe dele exposta “com as pernas abertas”. O ministro nem ficou nem saiu. Paralisado, ele engoliu a afronta. Na discussão que se seguiu, CARIMBÃO (sic) anunciou que tem duas mães: “A minha mãe Imaculada Conceição” e a que o gerou. Diante da repulsa doentia que tem por mulheres “com as pernas abertas”, é possível supor que o parlamentar tenha vindo ao mundo por outros caminhos que não o convencional.”

Brasil 247

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