Leite, ovo, soja, trigo, amendoim e castanhas. Ingredientes para uma receita de bolo? Até poderia ser, mas esses itens, juntamente com peixes e frutos do mar, estão entre os alimentos que mais causam reações alérgicas nas pessoas.

Para orientar a população sobre o tema e desconstruir mitos, o Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC-UFCG), da Universidade Federal de Campina Grande e a Rede Ebserh estão promovendo atividade gratuita para a população.

Programação

A programação tem início com workshop para estudantes de Medicina, nesta segunda-feira (8), e distribuição de material educativo entre usuários do Sistema Único de Saúde, na terça-feira (9). Na quina (13), será montada uma tenda, na Praça da Bandeira, em Campina Grade. A atividade ocorrerá das 9h às 12h30, encerrando a programação local da Semana Mundial da Alergia.

Orientações

Segundo a alergista e imunologista Catherine Martins, alergia alimentar é uma resposta exagerada do organismo a determinadas proteínas presentes nos alimentos. No Brasil, estima-se que cerca de 8% das crianças com até 2 anos de idade e 2% dos adultos sofram de algum tipo de alergia alimentar. 

“As reações podem ser leves, como uma simples coceira nos lábios, e até mais graves, como a anafilaxia, que inclui o comprometimento de vários órgãos e potencial risco de óbitos. É considerado um problema de saúde pública e está aumentando em todo o mundo, sendo considerada a epidemia do século 21”, explicou a especialista do HUAC, acrescentando que mais de 170 alimentos são considerados potencialmente alergênicos.

Na ação que será realizada na Praça da Bandeira, médicos alergologistas do Hospital Universitário, estudantes de Medicina e outros profissionais da saúde que trabalham na área vão orientar a população sobre o que é alergia alimentar, sintomas, diagnósticos, avanços no tratamento e mitos.

“Além disso, a comunidade também vai aprender o que é reatividade cruzada de alimentos, alergia alimentarO risco de reação por contaminação de alimentos com proteínas alimentares e como ler um rótulo de alimento. Será feito ainda, junto à comunidade, uma receita de bolo sem leite e ovo. Toda a população, principalmente pais e portadores de alguma alergia alimentar, está convidada a se vestir de azul e comparecer ao local para apoiar a causa”, afirmou Catherine Martins.

Ela destacou que a alergia alimentar tem impacto forte na qualidade de vida das pessoas alérgicas e de suas famílias. “É um problema de saúde pública significativo e um encargo financeiro considerável para os indivíduos e famílias afetados que necessitam de cuidados médicos contínuos”.  Em crianças, os alimentos que mais causam alergias são leite e ovo. Em adultos, camarão e amendoim.

Semana mundial

A iniciativa é da World Allergy Organization (Organização Mundial de Alergia- WAO na sigla em inglês), a Semana Mundial da Alergia acontece entre os dias 7 e 13 de abril.

O objetivo é de conscientizar sobre diagnóstico, tratamento e prevenção das diversas formas de alergias. No Brasil, a campanha leva a assinatura da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). Este ano, o tema central é “Alergia Alimentar: Um Problema Global”.

Já no próximo sábado (13), o Hospital Universitário vai montar uma tenda  na Praça da Bandeira, em Campina Grande. Com atividades alertando a população, das 9h às 12h30. O encerramento da programação vai ser no local da Semana Mundial da Alergia.

Com informações do Correio

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