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Itaú explica criação do Factópoles como resposta a ‘informações distorcidas’ do Metrópoles

O Itaú Unibanco divulgou uma manifestação pública explicando as razões que levaram à criação da página Factópoles, apresentada pela instituição como um espaço destinado a registrar seus posicionamentos oficiais e a responder ao que classifica como acusações falsas e informações distorcidas publicadas pelo portal Metrópoles. Segundo o banco, a iniciativa busca assegurar o contraditório e oferecer ao público dados e contextualizações que, em sua avaliação, foram omitidos na cobertura jornalística.

No texto publicado na página Factópoles, o Itaú afirma reconhecer “a responsabilidade que acompanha sua relevância econômica, social e cultural”. A instituição ressalta que, diante da dimensão de suas operações, que envolvem milhões de clientes e bilhões de transações diariamente, “falhas operacionais ou debates regulatórios e contratuais de toda natureza podem ocorrer”. Nesses casos, acrescenta o banco, sua atuação ocorre “estritamente nos fóruns cabíveis, atuando de forma técnica nas esferas administrativas e judiciais, sempre respeitando as instituições e cumprindo as determinações da Justiça”.

O banco também afirma que sua relação com clientes e com a sociedade é sustentada pela transparência. “O que sustenta nossa relação com as pessoas é a transparência com que reconhecemos erros e a rapidez com que agimos para repará-los”, diz o texto.

Ao abordar o relacionamento com a imprensa, o Itaú afirma que sempre buscou atuar de forma colaborativa, disponibilizando “dados, relatórios, porta-vozes e notas”, além de responder “aos temas mais sensíveis, complexos ou controversos”. A instituição declara ainda defender “a liberdade de imprensa, o livre acesso às fontes e o sigilo profissional, fundamentais para fiscalizar as instituições e fortalecer a democracia”.

Ao mesmo tempo, o banco argumenta que a liberdade de informar deve estar acompanhada da responsabilidade na apuração. Segundo o texto, “os códigos de ética da profissão impõem o compromisso com os fatos, a isenção e a escuta do contraponto. Sem isso, o público fica exposto a leituras unilaterais”.

O Itaú afirma que manteve durante anos uma relação colaborativa com o portal Metrópoles, mas sustenta que esse cenário mudou em meados de abril de 2026. De acordo com a instituição, em um período de aproximadamente 70 dias foram publicadas “42 matérias e cerca de 50 posts em redes sociais com informações deturpadas e sem o espaço de resposta condizente com a prática jornalística”.

Na avaliação do banco, essa cobertura “distorce dados e nega o contraditório nos mesmos canais em que as acusações são veiculadas, desinformando o mercado, clientes e investidores”.

É nesse contexto que, segundo o Itaú, nasceu a plataforma Factópoles. “No exercício de um direito legítimo e constitucional, criamos o Factópoles”, afirma a instituição. O banco explica que o objetivo da página não é atuar como um serviço convencional de checagem de fatos. “Este espaço não se dedica a checar notícias falsas do cotidiano (para isso, temos o ÉFake). Trata-se de um registro de nossos posicionamentos oficiais, restabelecendo o equilíbrio no debate público.”

Ainda de acordo com o texto, a página reunirá “de forma transparente, os dados e as contextualizações que foram omitidos ou desconsiderados no momento da apuração original”.

Ao concluir sua manifestação, o Itaú reafirma que reconhece a importância do jornalismo investigativo, mas estabelece um limite para sua atuação institucional. “O banco respeita o jornalismo investigativo que aponta falhas. O limite que estabelecemos é o da legalidade, das normas éticas e do equilíbrio no debate público. A exatidão dos fatos interessa a todos e, a partir de agora, nossa visão estará formalmente registrada aqui”, conclui a instituição.

DiárioPB com Brasil 247

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Redação DiárioPB

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