BRASIL

Will Bank tem 5 milhões de credores com valores a receber que ainda não foram resgatados

Cerca de 80% dos clientes com até R$ 1 mil a receber ainda não solicitaram o saque dos recursos liberados pelo FGC após liquidação da instituição

Mais de cinco milhões de credores do Will Bank ainda não solicitaram o resgate de valores que têm direito a receber após a liquidação da instituição financeira determinada pelo Banco Central em janeiro deste ano. Quatro meses após o início dos pagamentos, a maior parte dos beneficiários com saldos de até R$ 1 mil segue sem pedir o ressarcimento dos recursos garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

As informações foram divulgadas pelo portal Valor Investe, com base em dados do FGC. Segundo o levantamento, esse contingente representa aproximadamente 80% dos credores que possuem até R$ 1 mil a receber. Apesar da ampla disponibilidade dos recursos, apenas 1,2 milhão de pessoas já realizou a solicitação e recebeu os valores correspondentes.

Os números mostram que, embora quase 73% do montante devido nessa faixa de ressarcimento já tenha sido pago, milhões de beneficiários ainda não iniciaram o processo para ter acesso ao dinheiro. O cenário chama atenção principalmente pelo elevado número de clientes que permanecem sem resgatar os recursos disponíveis.

Maioria possui valores de pequeno montante

De acordo com o FGC, cerca de 4,5 milhões de credores que ainda não solicitaram o pagamento possuem até R$ 10 a receber. Esse grupo representa aproximadamente 90% dos beneficiários pendentes dentro da faixa de até R$ 1 mil.

Outros 500 mil credores têm valores entre R$ 10,01 e R$ 999,99 aguardando resgate. Mesmo com a possibilidade de recebimento disponível há meses, essas pessoas ainda não concluíram o procedimento necessário para acessar os recursos.

Os dados indicam que a baixa adesão ao processo de solicitação está concentrada principalmente entre aqueles que possuem quantias menores a receber, enquanto os credores com valores mais elevados demonstraram maior participação no programa de ressarcimento.

Credores com mais de R$ 1 mil apresentam adesão maior

Entre os clientes que têm saldo superior a R$ 1 mil a receber, o índice de adesão ao processo é significativamente mais alto. Nessa faixa, 87% dos credores já receberam os recursos disponibilizados pelo FGC.

Ao todo, foram pagos R$ 5,66 bilhões, valor que corresponde a 93,3% dos R$ 6,06 bilhões devidos aos beneficiários desse grupo. Os números demonstram um avanço expressivo na devolução dos recursos após a liquidação da instituição financeira.

Mesmo assim, cerca de 29 mil credores com direito a valores acima de R$ 1 mil ainda não solicitaram o ressarcimento. Esse contingente representa quase 10% dos beneficiários dessa categoria.

Como solicitar os valores

O procedimento para resgatar os recursos varia conforme o valor a ser recebido. Para os credores com saldo de até R$ 1 mil, a solicitação deve ser feita diretamente pelo aplicativo do Will Bank.

Nesse caso, o cliente precisa acessar o aplicativo da instituição e seguir o fluxo específico destinado ao recebimento dos valores garantidos pelo FGC. Após a validação dos dados cadastrais, o sistema exibe o montante disponível para ressarcimento dentro do limite estabelecido para pagamento pela plataforma.

A confirmação ocorre digitalmente no próprio aplicativo. Depois da conclusão do processo de validação, o credor deve transferir os recursos para uma conta bancária de sua titularidade.

Aplicativo do FGC é obrigatório para valores maiores

Os clientes que possuem valores superiores a R$ 1 mil devem realizar a solicitação exclusivamente por meio do aplicativo oficial do Fundo Garantidor de Créditos.

Para concluir o pedido, é necessário baixar o aplicativo do FGC, realizar o cadastro e encaminhar a documentação exigida. Após essa etapa, o credor pode formalizar a solicitação diretamente na plataforma.

O FGC orienta os usuários a manterem as notificações do aplicativo ativadas para acompanhar o andamento do processo, verificar eventuais pendências documentais e receber atualizações sobre a análise do pedido de ressarcimento.

Com Brasil 247

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Redação DiárioPB

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