Lancei meu livro “Laranja romã” na Rádio Zumbi em 2018. Só apareceram quatro leitores. Marli Sores, líder comunitária, bateu ponto no lançamento, mais esvaziado do que comício de candidato pobre. Difícil não foi escrever o livreto, ruim foi desovar os mil exemplares. E que fique claro: não sou poeta, sou ferroviário.
Que país é esse em que uma coca e um pastel custam R$ 30,00 nos aeroportos e meu livro “Laranja romã” só vale R$ 10 reais?
“Um livro de poesia na gaveta não adianta nada. Lugar de poesia é na calçada.” – (Sérgio Sampaio)
“O que gera os fantasmas são as fomes e a funda insegurança dos meninos” – (Reynaldo Jardim)
O jornal comunitário “Olhos abertos”, da Sociedade Posse Nova República, no Conjunto Ditador Ernesto Geisel em João Pessoa, circulava em 2015.
Eu editava, Gilberto Bastos ilustrava e Beto Palhano fazia os contatos comerciais.
A gente operava na contramão da grande imprensa, com propostas, estéticas e públicos-alvo bem distintos. Com o avanço da internet, morreram ambos, a grande imprensa e os nanicos.
“Mais vale uma safadeza sincera do que uma delação premiada e falsa”, declarou Vavá da Luz, autor do livro de poesia fescenina que vai rachar o Brasil ao meio: metade vai gozar e a outra metade vai broxar.
O bicho vai pegar para quem maltrata o meio ambiente, conforme a Bíblia: “Chegou o tempo de julgares os mortos e de recompensares os teus servos, os profetas, os teus santos e os que temem o teu nome, tanto pequenos como grandes, e de destruir os que destroem a terra”. – (Apocalipse 11:18)
Malandro é o Neymar que meteu atestado antes de começar a trabalhar.
Investigações da Barata Press indicam que a movimentação financeira do senador Jaques Wagner se destina a produzir o filme Red Horse.
Segal do Forró, de Aracaju, denuncia que os grandes artistas do circuito das festas de São João no Nordeste são donos ou ligados a empresas de apostas online, as famosas Bets.
O jogo entre as Bets, artistas, escritórios e promotores de eventos está dificultando a vida dos artistas independentes e impondo a programação do São João do Nordeste, no entender de Segal do Forró.
Xand Avião, Gustavo Lima, Zé Vaqueiro e Wesley Safadão são donos ou representantes de casas de apostas que patrocinam as maiores festas juninas.
João Gomes é um dos poucos artistas que está fora desse esquema.
Vício em aposta nas bets mata. Em São Paulo, Ana Lúcia Ferreira diz que encontrou o filho de 28 anos morto depois de ele tirar a própria vida por causa de dívida com bet.
O presidente Lula anunciou que vai congelar o dinheiro das casas de apostas ilegais e destinar esses recursos para combater o crime organizado em território nacional.
Os cantores das bets odeiam Lula e apostam na sua derrota eleitoral.
Maria das Graças Barbosa da Silva é uma cordelista de Mari. Ela publicou um longo cordel com o título “A vida sob um olhar poético”. Graça constrói suas sextilhas direitinho, com métrica quase perfeita.
Ela não usa Inteligência Artificial. Prefere o toque puramente humano. Seus textos não têm impressões digitais de algoritmos, o que a torna cem por cento orgânica.
Somos sobreviventes da era analógica, com menos automação e mais conexão real.
Nas curvas serranas do Brejo Paraibano, onde a névoa fria beija o topo das colinas, o café de sombra não é apenas uma cultura agrícola; é um elemento vivo do imaginário popular.
Enquanto o resto do estado ferve no calor do Sertão ou na brisa do litoral, o Brejo se consolidou no inconsciente coletivo como um refúgio místico, onde o tempo corre no ritmo do gotejar de um coador de pano.
Na memória do povo, o café está intrinsecamente ligado à imponência dos antigos casarões de engenho e à riqueza de cidades como Areia, Solânea e Bananeiras. No entanto, longe da opulência dos barões do passado, o que sobreviveu no coração do povo foi a herança afetiva da bebida.
O professor Alexandre Araújo, da UFPB, montou um projeto para apresentar o café brejeiro enquanto elemento cultural e vai levar a torra do café em forma de artes plásticas, teatro, literatura e tapioca, ótimo acompanhamento para um café orgânico.
O resgate do café de sombra, outrora esquecido, ressurge na mente popular não mais como um símbolo de opressão colonial, mas como um emblema de orgulho identitário, sustentabilidade e tradição que se recusa a evaporar.
Lembrando que não sou consumidor de café, mas vou lançar um cordel sobre o tema, no Projeto Caminhos do Frio.
Antigamente eu vivia como se não houvesse amanhã, como todo jovem babaca. Aí, o amanhã chegou…
O Sousa Futebol Clube da Paraíba e o Esporte Clube Internacional de Santa Maria (RS) disputam o dinossauro como mascote.
O mascote da Associação Desportiva Bahia de Feira é Erasmo Carlos.
“Eu quero agradecer ao grande escritor Fábio Mozart pelo carinho que teve em me homenagear no seu grande livro Artistas de Itabaiana, sendo para mim o maior reconhecimento em vida, graças a Deus. Obrigado amigo, e parabéns pelo seu talento.” – (Poeta Biu Salvino)
Poesia é jogo de palavras. É poeta tanto quem escreve quanto o leitor que decodifica a mensagem.
Tijolinhos poéticos para Thiago Alves, Marconi Araújo e Raniery Abrantes, Sander Lee, Chico Mulungu, Chicco Mello, Djanira Meneses, Rubens do Valle, Merlânio Maia, Kydelmir Dantas, Oliveira de Panelas, Bartolomeu Xavier, Cristine Nobre, Gilberto Baraúna, Piedade Farias, Bebé de Natércio, Antonio Marcos Monteiro e Bento Júnior.
VERSO DO DIA
Gente comendo canjica
com coalhada, leite e mel
gente que a festa adocica
anunciando cordel
- Mozart
Desempenhando o papel
Fábio Mozart nos explica
Quem escuta poesia
O gosto na boca fica
Pra festa segue esta dica:
Chame um poeta fiel
Versos com gosto de mel
Do coco da oiticica
Gente que a festa adocica
Anunciando cordel.
Thiago Alves
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