
Um usuário que preferiu não se identificar relatou insatisfação após testar um plano pago da plataforma Gemini para criação de vídeos institucionais. Segundo ele, a expectativa era de que a ferramenta facilitasse o processo de produção de um vídeo comercial a partir de materiais já preparados, como um portfólio em PDF.
De acordo com o usuário, o sistema não aproveitou o conteúdo do material enviado e permitiu apenas o uso de três imagens para gerar o vídeo. “Enviei as imagens solicitadas, mas o resultado não me agradou. O vídeo ficou mal editado e muito curto, com apenas oito segundos”, afirmou.
Ele conta que chegou a solicitar um novo vídeo com duração maior. “Pedi para que tivesse pelo menos 30 segundos, mas o resultado continuou muito aquém do esperado”, disse.
Para aumentar ainda mais a frustração, o usuário relata que a própria ferramenta bloqueou novas tentativas de criação. Segundo ele, a inteligência artificial exibiu a seguinte mensagem, conforme aparece em um print: “Você atingiu seu limite diário de criação. Tente de novo em 10 de mar., 11:51.”
Ainda de acordo com o relato, também apareceu outra notificação informando que o limite de dois vídeos havia sido atingido. O segundo vídeo, segundo ele, havia sido solicitado apenas como correção do primeiro.
“Pedi para refazer porque nem os textos nas imagens que enviei, com tipografia grande, davam para ler por causa do tempo muito rápido das transições. Além disso, alguns textos apareceram alterados”, explicou.
Profissional acostumado com edição de vídeo, o usuário afirmou que decidiu testar a ferramenta justamente para ganhar tempo na produção.
“Eu mesmo trabalho com edição e domino o Premiere. Fiz o teste para facilitar o processo, mas acabei me decepcionando”, relatou.
Além do caso relatado na reportagem, reclamações semelhantes também aparecem no site Reclame Aqui, plataforma conhecida por reunir queixas de consumidores sobre produtos e serviços.
Em um dos relatos publicados na plataforma, um assinante afirma que, mesmo utilizando o plano Gemini Pro 2.5, tem enfrentado dificuldades com a geração de vídeos. Segundo ele, os resultados não respeitam os comandos enviados nos prompts, mesmo quando repetidos.
“Há inserções ou remoções de objetos não solicitados, o que compromete a fidelidade da imagem esperada”, escreveu o usuário.
Na mesma publicação, o consumidor também aponta que o limite de uso da ferramenta agrava o problema. De acordo com ele, o plano permite apenas três vídeos por dia, o que faz com que eventuais falhas gerem perda de tempo e dinheiro.
Como sugestão, o usuário afirma que o sistema deveria considerar o vídeo como entregue apenas quando o cliente aceitar o resultado final e realizar o download do material gerado.
Diante da experiência negativa, o usuário ouvido pela reportagem afirmou que pretende cancelar a assinatura do serviço.
“Para criação de vídeos comerciais, minha avaliação é zero. Vou voltar a produzir os vídeos manualmente”, concluiu.
A reportagem deixa o espaço aberto para que a empresa responsável pela plataforma possa se manifestar sobre o relato apresentado na matéria.
Por Sérgio Ricardo, com informações de usuário que preferiu não se identificar
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