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Sem desfile, sem protestos

Seria o cancelamento do Desfile de 7 de Setembro uma estratégia para escapar da opinião pública?

Nos últimos dias o Ministro da Defesa veio a público comunicar que o desfile de Sete de Setembro, tradicional na comemoração da Independência do Brasil, não será realizado neste ano na capital federal. Obviamente, o ministro Fernando Azevedo alegou as circunstâncias da pandemia; e que assim, a promoção de aglomerações seria desestimulada na data comemorativa nacional.

(Brasília - DF, 07/09/2019) Presdiente da República, Jair Bolsonaro, durante  desfile Cívico por ocasião do Dia da Pátria. Foto: Alan Santos/PR
(Brasília – DF, 07/09/2019) Presdiente da República, Jair Bolsonaro, durante desfile Cívico por ocasião do Dia da Pátria. Foto: Alan Santos/PR

Entretanto, o que o nosso ministro não nos conta diz respeito à outra tradição: a de que o desfile da Independência é um importante momento para avaliar o governo, dadas as manifestações populares que costumam acontecer na data.

Ora, se o presidente fez questão de minimizar a pandemia desde seu início, estimulando manifestações a seu favor e enchendo a fachada do Planalto com asseclas; se deu por vencido nas primeiras semanas de propagação do vírus; se acovardou e colocou a conta dos óbitos no nome dos governadores e dos membros do Judiciário; por que, logo agora, cancelar aquela que é a maior oportunidade de confraternização de seus apoiadores?

A razão é simples: porque as solenidades são vistas como um importante termômetro de popularidade do chefe de Estado, e sabemos que a de Bolsonaro anda despencando. Se, em meados de agosto, menos de um terço da população aprova seu governo; como estará o termômetro da aprovação do Capitão Corona?

Será que só agora o coronavírus chegou na Esplanada? Ou seria o inverno criado pela opinião pública?

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João Jales

João Jales é jornalista e relações públicas. Paraibano de 35 anos vivendo no Rio de Janeiro; atua como produtor, redator e roteirista para empresas, agências e editoriais de Cultura, Esportes, Política, Brasil e Mundo em veículos de comunicação regionais do Sudeste e Centro Oeste, alternando entre redações, roteiros e produções para canais de TV e Youtube. Na mídia paraibana, já colaborou com a Rádio Zumbi, o Grupo WSCom; e o próprio Diário PB, onde foi de redator à Gestor Comercial, e atualmente faz parte do Conselho Editorial.

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