PARAÍBA

Quatro paraibanos votam pela redução das penas dos golpistas; veja como os outros votaram

Proposta aprovada pela Câmara pode diminuir a pena de Jair Bolsonaro e outros condenados; bancada paraibana se dividiu entre apoio, rejeição e ausências

DiárioPB – A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), por 291 votos a favor e 148 contra, o chamado “PL da Dosimetria”, projeto que pode reduzir significativamente a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. A proposta segue agora para o Senado, onde, segundo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), deve ser votada ainda este ano.

O projeto altera regras de dosimetria aplicadas aos crimes contra o Estado Democrático de Direito. Caso vire lei, Bolsonaro poderá cumprir menos tempo em regime fechado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda pode vetar o texto total ou parcialmente.

Parlamentares da base governista afirmam que o PL pode representar impunidade após uma série de condenações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Já aliados de Bolsonaro celebraram o resultado, argumentando que o projeto corrige excessos na dosimetria atual.

De acordo com cálculos da equipe do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Bolsonaro poderia sair do regime fechado após cerca de 2 anos e 4 meses de prisão. Isso porque o texto define que o crime de golpe de Estado — que tem a maior pena — absorve o crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, produzindo uma redução estimada de 6 anos e 6 meses na condenação.

O projeto também altera a progressão de regime, permitindo a transição para o semiaberto após cumprimento de um sexto da pena, em vez de um quarto, como exige a norma atual.

Como cada paraibano votou

Votaram a favor da redução das penas:

Cabo Gilberto Silva

Mersinho Lucena

Ruy Carneiro

Romero Rodrigues

Votaram contra a proposta:

Gervásio Maia

Luiz Couto

Estiveram ausentes:

Murilo Galdino

Wellington Roberto

Aguinaldo Ribeiro

Damião Feliciano

Wilson Santiago

Voto facultativo:
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem prerrogativa para não votar e optou por não registrar voto.

Com a aprovação na Câmara, o debate agora se desloca para o Senado e, depois, para o Executivo, que terá a palavra final sobre a medida.

 

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Redação DiárioPB

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