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Protesto por reforma agrária leva mulheres do MST a ocupar 14 latifúndios improdutivos

Mobilização em 13 estados reúne 14 mil mulheres com ocupações, marchas e protestos por reforma agrária

Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra – MST (Foto: Divulgação / MST)

A Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra começou no último sábado, 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, com mobilizações em diferentes regiões do país. As atividades incluem ocupações de terras, marchas, atos públicos e bloqueios de rodovias, em defesa da reforma agrária e contra a violência no campo.De acordo com informações divulgadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mais de 14 mil mulheres já participaram das mobilizações nos dois primeiros dias da jornada. As ações ocorreram em 13 estados e 28 municípios, reunindo cerca de 30 atividades, entre elas a ocupação de 14 latifúndios considerados improdutivos.

Mobilização nacional das mulheres do MST

A jornada deste ano ocorre sob o lema “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!”. Segundo o movimento, as mobilizações buscam denunciar desigualdades no campo e ampliar o debate sobre a democratização do acesso à terra.

Ayala Ferreira, integrante da coordenação nacional do MST, afirmou que as mobilizações refletem a capacidade de organização das mulheres trabalhadoras diante de diferentes formas de violência social e política. “A jornada tem expressado aquilo que podem ser as mulheres organizadas enfrentando os crimes do latifúndio e também enfrentando essa escalada de violência contra as mulheres, legitimada muito por esse discurso conservador e pelo avanço da extrema direita em nossa sociedade”, declarou.

Ocupações e protestos contra latifúndios

Entre as ações realizadas estão ocupações de terras improdutivas, marchas, formações políticas e bloqueios de rodovias. As mobilizações ocorreram em estados como Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Piauí e Tocantins.

Segundo o MST, muitas das áreas ocupadas apresentam histórico de irregularidades, como trabalho escravo, grilagem de terras ou devastação ambiental.

Denúncia de violência no campo e crimes ambientais

Para a coordenação do movimento, a violência no campo está ligada à própria estrutura fundiária concentrada no Brasil. Nesse contexto, as ações buscam denunciar a existência de grandes propriedades improdutivas e pressionar por políticas públicas voltadas à reforma agrária.

Ferreira destacou que as mobilizações também envolvem articulações com outros movimentos sociais. “Então, nós estamos, nesse exato momento, em processos de ocupação de latifúndios, de bloqueio de rodovias, de marchas, em processos de diálogos e de formação com outras companheiras de outros movimentos urbanos e também rurais, tentando expressar o que pode ser a capacidade de organizar e de resistir das mulheres da classe trabalhadora”, afirmou.

A Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra segue até o dia 12 de março, com atividades programadas em diferentes regiões do país. Segundo o MST, a mobilização busca ampliar o debate público sobre desigualdade social e defender a implementação de uma política ampla de reforma agrária no Brasil.

DiárioPB com Brasil 247

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Redação DiárioPB

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