Muitas pessoas que assistiam ao sorteio dos grupos da Copa do Mundo de futebol masculino, realizado nesta sexta-feira (5), ficaram surpresas com a entrega de um “Prêmio Fifa da Paz — O Futebol Une o Mundo” para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na cerimônia realizada em Washington. Isso porque a premiação não existia e foi criada apenas em 5 de novembro.
Naquele dia, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em um comunicado divulgado antes de sua participação conjunta com Trump no America Business Forum em Miami, disse que o prêmio reforçaria a responsabilidade moral do esporte de unir as pessoas.
“Em um mundo cada vez mais instável e dividido, é fundamental reconhecer a contribuição excepcional daqueles que trabalham arduamente para acabar com conflitos e unir as pessoas em um espírito de paz”, afirmou Infantino. “O futebol representa a paz e, em nome de toda a comunidade global do futebol, este prêmio reconhecerá os enormes esforços daqueles que unem as pessoas, trazendo esperança para as futuras gerações.”No evento desta sexta, Infantino citou o questionável acordo de paz costurado pro Trump em relação à ofensiva militar de Israel em Gaza, ignorando que os ataques israelenses prosseguem. Segundo uma análise da Al Jazeera, Israel atacou Gaza em 44 dos últimos 55 dias do cessar-fogo, o que significa que houve apenas 11 dias em que não foram relatados ataques violentos, mortes ou feridos na região.
Com Revista Fórum
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