Milhões de usuários começaram fevereiro sob o risco de perder o acesso ao WhatsApp, após o aplicativo deixar de funcionar em celulares considerados antigos e incompatíveis com os requisitos mínimos de atualização. A mudança entrou em vigor no dia 1º e impede que aparelhos sem suporte técnico consigam abrir o app ou enviar e receber mensagens, afetando diretamente a comunicação diária de quem ainda utiliza esses modelos.
A interrupção do serviço faz parte de um processo recorrente adotado pelo WhatsApp, pertencente à Meta, para manter o funcionamento do aplicativo alinhado às atualizações de segurança, desempenho e inclusão de novas funcionalidades. Periodicamente, a empresa revisa quais sistemas operacionais continuam aptos a receber suporte, excluindo dispositivos que já não conseguem acompanhar a evolução tecnológica da plataforma.
Segundo critérios técnicos, o WhatsApp analisa quais aparelhos utilizam softwares desatualizados e concentram um número cada vez menor de usuários. Smartphones com sistemas antigos não conseguem receber novas versões do aplicativo, o que resulta em falhas constantes, lentidão e maior exposição a riscos digitais. A principal preocupação, nesse cenário, é a segurança, já que esses dispositivos ficam mais vulneráveis a vírus, malwares e ataques que podem comprometer dados pessoais.
O aplicativo afirma que os usuários não são pegos de surpresa. Em seu Centro de Ajuda, o WhatsApp esclarece que “antes de deixar de oferecer suporte ao seu sistema operacional, você receberá uma notificação no WhatsApp e será lembrado várias vezes de que precisa atualizá-lo”. A verificação da versão instalada pode ser feita nas configurações do aparelho, em “Sobre o dispositivo”, no Android, ou em “Informações”, no iPhone.
Atualmente, o WhatsApp exige que celulares com Android utilizem a versão 5.0 ou superior do sistema operacional. Já no caso dos iPhones, o requisito mínimo passou a ser o iOS 15.1. A maioria dos aparelhos afetados foi lançada há mais de dez anos e deixou de receber atualizações oficiais de seus fabricantes, o que tornou inevitável o fim do suporte.
Com Brasil 247
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