Um pedido de providências foi formalmente encaminhado ao Banco Central neste domingo (20), exigindo a apuração de quem se beneficiou com operações cambiais realizadas pouco antes do anúncio do governo dos Estados Unidos, presidido por Donald Trump, sobre a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
Segundo os documentos, houve movimentação atípica de compra e venda de dólares nas horas que antecederam a divulgação da medida, com indícios de que operadores teriam tido acesso prévio a informações ainda sigilosas. A petição solicita que o Banco Central, no uso de sua atribuição fiscalizatória, identifique os comitentes finais das transações, os volumes envolvidos, os horários e os intermediadores financeiros. O material também pede o encaminhamento desses dados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A suspeita principal é de uso indevido de informação relevante ainda não divulgada ao mercado, o que, caso comprovado, pode configurar graves ilícitos de natureza cambial, econômica e financeira. Os autores do pedido ressaltam que eventuais práticas desse tipo ameaçam a estabilidade do sistema financeiro e o princípio de isonomia entre os agentes econômicos.
O requerimento se apoia ainda em manifestação da Advocacia-Geral da União no Inquérito nº 4995/DF (Pet 14.129), que investiga uma possível articulação de agentes políticos brasileiros para empregar instrumentos de pressão internacional contra o Poder Judiciário. A AGU apontou indícios de tentativa deliberada de coação institucional com impactos no câmbio — o que reforça a necessidade de apuração rigorosa.
Curta e inscreva-se no canal do DiárioPB no YouTube. Seu apoio fortalece o jornalismo independente! Clique aqui para acessar o canal