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A História é o Agora

Quem está mantendo o isolamento está correto; quem vai às ruas defender a democracia também

É inegável que o momento que vivemos é histórico. Não de hoje, nem de ontem. Sendo um processo construído à certa época, na última década vimos a agitação e a oscilação de correntes de pensamentos diametralmente opostas, lutando por seus espaços e direitos.

Enquanto mulheres, LGBTQIs, negros e pobres tem se levantado em todos os cantos do mundo para garantir sua sobrevivência; vemos a escalada de ódio nutrindo as veias da extrema direita, conseguindo se posicionar em países chave no contexto internacional.

Protestos em SP. Foto: Nelson Almeida/AFP.

Aquelas pessoas que saem às ruas para protestar neste contexto de pandemia estão completamente equivocadas em sua decisão. Por outro lado, não há lucidez maior do que aquela que brota da consciência de um explorado, e o faz ir às ruas protestar.

Quem fica em casa, respeitando minimamente os protocolos difundidos pelas autoridades sanitárias, sabe que tomou a decisão correta. Ainda assim, não há equívoco maior em rechaçar seus pares que se arriscaram nas ruas.

A situação é complexa demais para apontarmos os erros daqueles que foram às ruas e se arriscaram contra o vírus; ou a omissão daquelas pessoas que preferiram ficar em casa. O importante é demonstrar, de alguma maneira, o descontentamento com a situação.

Todos sabemos que a Dilma caiu por muito menos, e os generais andam à espreita pelos corredores do Planalto, esperando uma deixa do autoritarismo e um cochilo da democracia. É preciso estarmos vigilantes para a situação em curso no Brasil.

O mundo inteiro já conseguiu fazer esta leitura sobre o cenário político e social brasileiro: a fissura abissal do pensamento e do imaginário do povo se encontra em luta, em disputa. Em curso, vários combates simultâneos; mas o objetivo é sempre o mesmo: lutar para sobreviver. E assim seguimos, para então prevalecermos.

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João Jales

João Jales é jornalista e relações públicas. Paraibano de 35 anos vivendo no Rio de Janeiro; atua como produtor, redator e roteirista para empresas, agências e editoriais de Cultura, Esportes, Política, Brasil e Mundo em veículos de comunicação regionais do Sudeste e Centro Oeste, alternando entre redações, roteiros e produções para canais de TV e Youtube. Na mídia paraibana, já colaborou com a Rádio Zumbi, o Grupo WSCom; e o próprio Diário PB, onde foi de redator à Gestor Comercial, e atualmente faz parte do Conselho Editorial.

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