A atriz Paolla Oliveira tornou-se vítima de crimes virtuais envolvendo a manipulação não consentida de sua imagem por meio de deepfakes pornográficos e adulterações digitais. Segundo a artista, criminosos vêm utilizando ferramentas de inteligência artificial para inserir seu rosto em conteúdos de teor abertamente sexual, além de criar declarações falsas atribuídas a ela. “Quando começou essa coisa de inteligência artificial, você não sabia muito pra onde ia. Aí comecei a ver que não tem mais parada. Eu tive situações muito expostas, vexatórias mesmo, de cunho sexual”, afirmou.
No desabafo exibido pelo Fantástico, da TV Globo, a atriz expressou forte indignação com a adulteração de sua fisionomia e alertou para a dimensão do problema, ressaltando que essa prática criminosa não atinge apenas personalidades públicas e figuras da televisão. Paolla sublinhou que mulheres anônimas e adolescentes também são alvos frequentes dessa mesma modalidade de abuso digital, que utiliza tecnologias de simulação para violar a intimidade e a dignidade das vítimas.
A denúncia reacende a discussão sobre os impactos do avanço sem regulação de softwares geradores de imagem e voz, que facilitam a criação e a disseminação de materiais falsos hiper-realistas na rede. A exposição feita pela atriz evidencia a urgência no combate à violência de gênero no ambiente virtual, na responsabilização das plataformas digitais e na punição rigorosa dos autores envolvidos na montagem e distribuição de conteúdos pornográficos não consentidos.
DiárioPB com Brasil 247