JUSTIÇA

Operação Compliance Zero atinge perito que teria divulgado conversas creditadas a Moraes e Vorcaro

Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19) uma nova fase da Operação Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19) uma nova fase da Operação Compliance Zero para investigar um perito criminal federal suspeito de vazar informações sigilosas relacionadas ao caso Banco Master. A ação, realizada em Rondônia, foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão. De acordo com o Metrópoles, ele foi identificado como João Cláudio Nabas.Segundo a apuração, o perito teria repassado à imprensa dados sigilosos sobre supostas conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O repasse teria ocorrido entre dezembro e janeiro deste ano.

O investigado foi afastado de suas funções públicas por decisão judicial. A corporação trata a ação como a 7ª fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura fraudes relacionadas ao Banco Master.

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares diversas da prisão. Ninguém foi preso durante o cumprimento das ordens judiciais.

De acordo com a Polícia Federal, o foco da apuração é verificar se houve violação de sigilo funcional por parte de um servidor com acesso a elementos protegidos da investigação. A suspeita é que as informações tenham sido obtidas a partir da análise de materiais apreendidos em fases anteriores da Compliance Zero.

O Supremo informou que a operação tem como alvo exclusivamente a conduta do agente público suspeito. A Corte destacou que a autorização da ação não está relacionada a jornalistas nem a veículos de comunicação.

Em nota, o STF afirmou: “A investigação, conforme delimitada desde a decisão que determinou sua instauração, destina-se à apuração da conduta de agente público que, em tese, teria violado o dever funcional de resguardar informações sigilosas”.

A manifestação do Supremo busca delimitar o alcance da investigação e preservar garantias constitucionais relacionadas à atividade jornalística, como o sigilo da fonte. A apuração, portanto, está concentrada na possível conduta de um servidor público e no suposto uso indevido de informações protegidas por sigilo.

O caso ocorre em meio à repercussão política e jurídica das investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. A Operação Compliance Zero vem acumulando desdobramentos desde as primeiras fases e passou a incluir também a apuração sobre eventual vazamento de informações internas.

A suspeita de vazamento abriu uma frente paralela dentro da investigação principal. Para a Polícia Federal, a preservação do sigilo é considerada essencial para evitar prejuízos à coleta de provas, à identificação de envolvidos e ao andamento das diligências autorizadas judicialmente.

Com a nova fase, a PF busca reunir elementos que indiquem como as informações teriam saído do ambiente restrito da investigação e se houve participação direta do perito afastado. O material apreendido nas buscas deverá ser analisado pelos investigadores.

A Operação Compliance Zero segue sob supervisão do Supremo Tribunal Federal. Os próximos passos dependerão da análise dos materiais recolhidos e da avaliação sobre a eventual responsabilidade funcional e criminal do agente público investigado.

Com Brasil 247

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Redação DiárioPB

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