O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (19) sua pré-candidatura ao governo de São Paulo, em evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. O local é considerado simbólico para a trajetória política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e para a formação do Partido dos Trabalhadores. A decisão, segundo O Globo, representa a repetição de uma estratégia do PT, que já lançou Haddad anteriormente ao governo paulista, quando ele chegou ao segundo turno, mas acabou derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos).O anúncio da pré-candidatura aconteceu no início do evento e foi feito pelo presidente estadual do PT, Kiko Celeguim, e pelo presidente nacional Edinho Silva. O evento contou também com a presença de ministros do governo Lula. “O Fernando é o objetivo da nossa vinda aqui no sindicato, por conta da missão que ele vai assumir no nosso projeto aqui para frente (em São Paulo)”, afirmou Edinho, de acordo com o Metrópoles.
Disputa em SP terá impacto nacional
A entrada de Haddad na corrida eleitoral amplia o peso da disputa em São Paulo, estado que reúne mais de 20% do eleitorado brasileiro. Além de tentar reverter o favoritismo de Tarcísio nas pesquisas, o ministro assume a missão de fortalecer o palanque de Lula nas eleições presidenciais. Inicialmente resistente à candidatura, Haddad foi convencido após um pedido direto do presidente. Aliados indicam que a decisão levou em conta a necessidade de consolidar uma candidatura competitiva no estado.
Pesquisa eleitoral influenciou escolha
Um levantamento do Datafolha, realizado entre os dias 3 e 5 de março, contribuiu para a definição do nome de Haddad. Na simulação de primeiro turno, ele registrou 31% das intenções de voto, enquanto Tarcísio apareceu com 44%.
Outros nomes considerados, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, Márcio França e Simone Tebet, acabaram ficando fora da disputa pelo governo paulista. Ainda assim, Alckmin deve participar da campanha, reforçando alianças.
Alianças e composição da chapa ainda em aberto
A definição do vice na chapa, contudo, segue indefinida. Entre as alternativas estão Márcio França e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Simone Tebet deve disputar o Senado por São Paulo, após transferência de domicílio eleitoral. A participação de Alckmin é vista como estratégica para ampliar o diálogo com setores mais conservadores e com gestores municipais.
Estratégia de campanha foca economia e críticas
A campanha de Haddad deve destacar indicadores econômicos do governo federal, como a queda do desemprego, o aumento da renda média e o controle da inflação. Também devem ser enfatizadas medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a reforma tributária.
Ao mesmo tempo, o discurso deve incluir críticas ao governo estadual, com foco em temas como a privatização da Sabesp, a relação com prefeitos e disputas sobre obras realizadas com recursos federais.
Confronto político tende a se intensificar
O governador Tarcísio de Freitas tem indicado que pretende nacionalizar o debate eleitoral, com críticas à política econômica conduzida por Haddad. Entre os pontos levantados estão o aumento de gastos e a criação de tributos. Haddad, por sua vez, sustenta que promoveu mudanças no sistema tributário, priorizando a cobrança sobre as camadas mais ricas.
Mudança temporária na Fazenda
Com a entrada na pré-campanha, Haddad deve se afastar de parte das atividades públicas. O comando do Ministério da Fazenda ficará com o secretário-executivo Dario Durigan. Durigan participou de negociações importantes no Congresso, como a reforma tributária e medidas fiscais, e terá como desafio lidar com a mobilização de caminhoneiros diante da alta dos combustíveis.
DiaríoPB com Brasil 247
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